Inglaterra aprova extradição de Assange para Suécia

O fundador e editor-chefe do site WikiLeaks, Julian Assange, deve ser extraditado para a Suécia a fim de responder por acusações de crimes sexuais, decidiu hoje um juiz britânico, segundo informou o Wall Street Journal. A defesa, porém, ainda pode recorrer da decisão.

AE, Agência Estado

24 de fevereiro de 2011 | 09h37

O magistrado Howard Riddle afirmou que as acusações de violação sexual e de agressão sexual feitas por duas mulheres na Suécia contra Assange são passíveis de extradição. Segundo ele, a ordem judicial sueca foi expedida corretamente. Os advogados de Assange têm agora uma semana de prazo para apelar da decisão tomada hoje, e já disseram que pretendem fazê-lo.

Assange não foi formalmente acusado na Suécia, mas o país quer interrogá-lo sobre as alegações de que cometeu crimes sexuais contra duas mulheres durante uma visita a Estocolmo, em agosto do ano passado.

Os advogados de Assange argumentam que ele não deve ser extraditado por várias razões. Para eles, o ativista não teria um julgamento justo na Suécia, onde segundo eles Assange é tratado como vilão pela imprensa. Também argumentam que ele tentou se encontrar várias vezes com promotores suecos após o início das investigações e antes de deixar o país, mas foi rechaçado. A defesa ainda alega que crimes sexuais não poderiam ser passíveis de extradição no Reino Unido.

O tribunal britânico, porém, afirmou que aparentemente Assange tentou escapar de prestar um depoimento enquanto estava na Suécia. O juiz considerou as quatro acusações por crimes sexuais passíveis de extradição e se disse confiante de que Assange terá um julgamento justo na Suécia, caso seja acusado formalmente.

O fundador do WikiLeaks afirma ser inocente e se diz perseguido politicamente pelos vazamentos de documentos secretos feitos por seu site. Assange tem divulgado um lote de cerca de 250 mil documentos diplomáticos norte-americanos. As informações são da Dow Jones e da Associated Press.

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