Inglaterra convoca diplomatas para discutir crise no Iraque

Os diplomatas britânicos em serviço no exterior foram convocados para uma reunião nos dias 6 e 7 de janeiro, quando será discutida uma eventual guerra com o Iraque. Na conferência, também serão analisadas as possíveis ameaças ao país, principal preocupação do primeiro ministro Tony Blair. Cerca de 200 embaixadores e altos funcionários estarão presentes, além dos ministros de Defesa, Geoff Hoon, e de Desenvolvimento Internacional, Clare Short. A Igreja Protestante da Inglaterra também demonstra preocupação com um possível conflito na região do Golfo. Segundo o arcebispo de York, David Hope, uma guerra contra o Iraque provocará ?graves crimes contra a humanidade e um desastre na região de grande escala?. Ele advertiu que, caso o Reino Unido participe dos ataques, ?se tornará responsável por criar mais miséria no mundo?. ?Devemos continuar rezando pela paz no Oriente Médio e na região do Golfo, e pedir o bem-estar de milhares de iraquianos inocentes que estão sob a ameaça de uma horrível guerra?, disse o arcebispo.As declarações de Hope provocam fortes críticas por parte de funcionários do governo inglês, por temerem que este tipo de manifestação gere reações negativas da população contra um possível ataque ao Iraque. ?Estas declarações só servem para gerar mais controvérsia entre o povo que desconhece as ameaças que Saddam Husseim impõe ao planeta, caso continue com seus arsenais de armas químicas e nucleares de destruição em massa?, disse uma fonte de Downing Street à BBC. Além do arcebispo Hope, representantes de várias igrejas do país enviaram uma carta ao primeiro-ministro Tony Blair exigindo que ele evite uma possível invasão do Iraque, o que ?provocaria mais desastres humanitários no mundo?.

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