Aaron Chown/REUTERS
Aaron Chown/REUTERS

Reino Unido impõe novas restrições e incentiva trabalho remoto para conter segunda onda de covid-19

Com aumento de casos de covid-19, o governo britânico elevou o nível de alerta para quatro em uma escala nacional cujo máximo é cinco

Redação, O Estado de S.Paulo

22 de setembro de 2020 | 04h07

LONDRES - O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, vai impor novas restrições em pubs, bares e restaurantes e vai aconselhar os ingleses a trabalharem de casa como parte da tentativa de conter a segunda onda de covid-19 no país. 

Johnson vai se reunir nesta terça-feira, 22, com o comitê de emergências, do qual participam os principais ministros e chefes de governos regionais do Reino Unido, e depois fará um pronunciamento oficial para explicar à população as novas medidas a serem implementadas contra o vírus.

"Sabemos que não será fácil, mas precisamos adotar medidas para controlar a ressurgência de casos do vírus e proteger o sistema nacional de saúde (NHS)", Johnson dirá, de acordo com trechos de seu discurso distribuídos pelo gabinete de Downing Street.

Diante do aumento do número de casos de covid-19, o governo britânico elevou o nível de alerta para quatro em uma escala nacional cujo máximo é cinco, o que significa que há um "alto risco de transmissão" e a necessidade retomar medidas de "distanciamento social".

Além de fechar pubs, bares e restaurantes mais cedo, ficará proibido o consumo de alimentos e bebidas nos balcões desses estabelecimentos, já que serviço ficará restrito às mesas.

Poucas semanas após incentivar os ingleses a retornar ao trabalho presencial, Boris Johnson vai pedir que voltem a trabalhar de casa se possível. "Vamos enfatizar o estímulo ao trabalho remoto", disse o ministro do gabinete britânico, Michael Gove, à Sky TV.

"Essas medidas são absolutamente necessárias porque estamos vendo o número de casos crescendo, o número de pessoas indo aos hospitais também e, por isso, precisamos agir", completou Gove.

"Estamos tentando encontrar um equilíbrio. Queremos que as escolas continuem abertas. Queremos que locais de trabalho em que as pessoas precisam estar presentes para desempenhar suas funções continuem abertos de uma maneira segura", disse o ministro em entrevista à BBC. /AFP e Reuters

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