Inglaterra mostra pela primeira vez tesouros do século 7

A Inglaterra exibe, hoje, um tesouro até então oculto de jarros de vidro, jarros de cobre, cruzes e outros artefatos saxões, dando ao público uma primeira visão da rara descoberta de uma tumba real do século 7.?Achar uma câmara intacta num túmulo, um momento genuinamente congelado no tempo, é a descoberta de uma vida?, disse Ian Blair, chefe dos arqueólogos nas escavações, aos jornalistas no Museu de Londres. ?O fato de que vasos de liga de cobre estejam ainda pendurados em seus ganchos, nas paredes da câmara, onde foram colocados há cerca de 1.400 anos, é uma lembrança que tenho certeza se manterá em todos nós para sempre.?Nada resta, entretanto, do rei que foi enterrado no túmulo forrado de madeira, descoberto sob as ruas de Prittlewell, no porto de Southend, no lado inglês do Canal da Mancha, a 55 quilômetros a leste de Londres. Os tesouros enterrados com o Príncipe de Prittlewell, como os arqueólogos o chamam, estão em notáveis boas condições. Eles incluem uma espada cerimonial e jarros de vidro.O túmulo foi descoberto completamente intato depois que as escavações começaram, em outubro do ano passado. O sítio foi localizado durante uma investigação arqueológica feita pelo Conselho da Cidade de Southend-on-Sea, antes de um projeto de melhoria da pavimentação urbana. Embora a área de Southend já fosse conhecida por seu interesse arqueológico antes da escavação, o encontro da tumba real foi inesperado.?Não tínhamos a menor idéia de que acharíamos algo como isto. Não esperávamos algo assim tão raro?, disse Lyn Blackmore, uma especialista em descobertas do Museum of London.É a mais significativa descoberta da era saxônia desde o sítio de Sutton Hoo, no leste da Inglaterra, em 1939, quando uma câmara funerária foi descoberta num barco de 25 metros. Especialistas calculam que o túmulo de Southend seja contemporâneo ao de Sutton Hoo e que os dois reis devem ter-se conhecido. Seções do sítio funerário foram removidas em caixas para serem analisadas no ambiente mais estável do laboratório. Cerca de 60 artefatos foram descobertos e catalogados. Segundo os arqueólogos, levará anos para analisar essas preciosidades. Exames preliminares indicaram que muitos deles vieram do leste do Mediterrâneo, norte da Itália e Hungria.

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