Inglaterra não estenderá guerra além do Afeganistão

A Grã-Bretanha não tem planos para estender a guerra contra o terrorismo além do Afeganistão, afirmou hoje o subsecretário de Relações Exteriores, Ben Bradshaw. "Não promoveremos ações militares contra países sem provas de que estejam envolvidos com o terrorismo. Pelo que sabemos, até agora não existem estas provas", disse Bradshaw na Câmara dos Comuns. Com tais declarações, o subsecretário respondeu à pergunta de um parlamentar que queria saber se o Iraque estava envolvido em atos de terrorismo internacional. "A posição do governo britânico é clara. Esta é uma campanha dirigida especificamente contra os responsáveis pelos atentados de 11 de setembro" nos EUA, disse Bradshaw. A Rússia também considerou hoje "injustificável e perigosa" a hipótese de implicar o Iraque em ações militares no marco da atual campanha antiterrorista. Foi o que afirmou o vice-chanceler Aleksandr Saltanov, citado pela agência russa Interfax. "Há dias, alguns meios de comunicação internacionais vêm escrevendo sobre o possível uso da força contra o Iraque, e isto nos preocupa", disse. Para o diplomata russo, essa hipótese poria em risco "a preparação da coalizão internacional antiterrorista" e, particularmente, a adesão dos países árabes moderados. O vice-chanceler russo também observou que até o momento não surgiu "nenhuma prova que demonstre a cumplicidade de Bagdá em relação aos atentados de 11 de setembro". Saltanov advertiu ainda que "um ataque injustificado contra o Iraque" não apenas pode afastar a solução dos problemas naquele país como pode "desestabilizar posteriormente a situação no Golfo e em todo o Oriente Médio". Leia o especial

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