Inglaterra simulou ataque em 63

Era hora do almoço na linha de metrô London Northern. No subterrâneo, milhares de passageiros entrando e saindo do trêns normalmente. Dois homens embarcaram no trem para Colliers Wood, no sul de Londres. Na estação seguinte, a Tooting Broadway, um dos homens jogou uma pequena caixa de pó facial pela janela. O trem começou a ganhar velocidade e a caixa acertou os trilhos e se rompeu. Liberando pequenos esporos, que se espalharam pelos túneis. O pó coletado duas semanas e três dias após o fato, mostrou que os esporos se espalharam por 16 quilômetros além das linhas. Isto realmente aconteceu. Mas os dois homens não eram terroristas, e sim cientistas do governo. Os esporos não eram de antraz, mas um micro-organismo inofensivo feito para simular uma sabotagem com antraz. Esta foi uma experiência oficial em 63, e mostrou o quanto é fácil praticar um ato terrorista na capital britânica. Documentos obtidos pelo jornal Guardian mostrou como cientistas conduziram secretamente uma série de testes na década de 50 e 60, para demonstrar a facilidade de um ataque biológico. As conclusões causaram preocupação. Os testes demonstraram que a Inglaterra estava muito vulnerável a ataques semelhantes. "O potencial para um ataque biológico é considerável", escreveram os cientistas. Os testes referentes aos ataques biológicos em lugares públicos esteviveram fora de pauta desde os anos 70, enquanto os governos acreditavam que o público cético não aceitaria tais experimentos. Essa oposição pode cair enquanto o medo de ataques biológicos se intesificam. Os experimentos mostraram que ataques biológicos são possíveis, mas especialistas insistem que é muito mais difícil preparar um ataque real. Existem muitos obstáculos, como produzir bactérias em quantidade suficiente, guardá-las em segurança, e enviá-las com eficiência. Leia o especial

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