Ingrid Betancourt é candidata ao Prêmio Príncipe de Astúrias

Franco-colombiana viveu seis anos na selva em poder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc)

EFE,

07 de setembro de 2008 | 09h20

A franco-colombiana Ingrid Betancourt, recentemente libertada após um longo seqüestro nas mãos das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), é uma das candidatas ao Prêmio Príncipe de Astúrias da Concórdia 2008, junto com outras 50 propostas de 21 países.   Veja também: O drama de Ingrid  Por dentro das Farc  Histórico dos conflitos armados na Colômbia      Nas próximas terça e quarta acontecerá em Oviedo a reunião do júri encarregado de conceder o prêmio, normalmente atribuído às pessoas ou instituições cujo trabalho tenha contribuído de forma exemplar e relevante ao entendimento e à convivência na paz entre os homens, à luta contra a injustiça, a pobreza, a doença, a ignorância e à defesa da liberdade.   A ex-candidata à Presidência da Colômbia foi seqüestrada pelos guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e passou seis anos em poder dos revolucionários, que mantém cerca de 700 de reféns na selva, dos quais mais de 40 são políticos, como álibe de negociação com o governo de Bogotá pela troca por 500 guerrilheiros presos na Colômbia.   Ao falar aos jornalistas após recente visita ao Papa Bento XVI, Ingrid não descartou a possibilidade de regressar ao mundo político na Colômbia. Afirmou, no entanto, que sua prioridade agora era formar um grupo de pessoas encarregado de trabalhar pela libertação de outros reféns existentes naquele país e em outros países.    

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