Ingrid Betancourt pede à ONU base de dados de reféns do terror

A ex-refém franco-colombianaIngrid Betancourt pediu nesta terça-feira que a ONU apóie umstatus internacional para as vítimas do terrorismo e monte umabase de dados centralizada, que permita que seja conhecida asituação de cada uma das vítimas. Disponibilizar informações sobre as vítimas em um site dasNações Unidas permitiria que se fizesse uma "pressãosignificativa" a seu favor, disse Betancourt em um discursodurante um simpósio promovido pelo Secretário Geral da ONU, BanKi-moon. "O acesso à informação é estratégico", disse Betancourt."Muitos Estados totalitários escondem a realidade das vítimasdo terrorismo em seus países para não responderem por issoperante o mundo", disse Betancourt. A ex-candidata presidencial foi sequestrada pelas ForçasArmadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) durante sua campanhapresidencial em 2002. A política, mãe de dois filhos, foi resgatada dois mesesatrás, depois de permanecer por mais de seis anos em umacativeiro na selva. "É indispensável estabelecer um status internacional paraas vítimas do terrorismo", disse Betancourt, que parecia sereferir a pessoas que, como ela, foram tomadas como reféns. "É nosso dever reconhecer as vítimas em virtude do direitointernacional, e ao fazê-lo, reconhecer a existência e suadifícil situação", acrescentou. Expor ao mundo a realidade de suas experiências seria "amelhor maneira de lutar contra a indiferença e o risco de seresquecido", disse a ex-refém. Betancourt explicou que ser reconhecido oficialmente comovítima de terrorismo pelas Nações Unidas significaria quealguém poderia ser patrocinado por um Estado, uma cidade ouorganização. (Reportagem de Patrick Worsnip)

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