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Iniciativa usa redes sociais para localizar desaparecidos em explosão no Líbano

Perfil 'Locate Victims Beirut' foi criado na terça-feira para auxiliar pessoas a encontrarem abrigo e parentes e amigos que sumiram após a tragédia

Redação, O Estado de S.Paulo

05 de agosto de 2020 | 12h27

Uma iniciativa usando as redes sociais se tornou a mais nova aliada na busca por pessoas desaparecidas após a explosão em Beirute, no Líbano. Criado nessa terça-feira, 4, o perfil 'Locate Victims Beirut' divulga fotos de desaparecidos enviadas por amigos e parentes, a fim de auxiliar na localização de cada um deles.

Em menos de 20 horas de atividade, o perfil reuniu quase 90 mil seguidores na rede social. Quase 100 fotos de pessoas supostamente desaparecidas após a explosão foram publicadas até o fim da manhã desta quarta-feira, 5.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

please ONLY COMMENT if you have INFO on the person in the picture

Uma publicação compartilhada por LOCATING VICTIMS (@locatevictimsbeirut) em

Além de se propor a ajudar na localização dos desaparecidos, a conta atua também como um guia para pessoas desabrigadas, indicando locais onde os afetados podem buscar hospedagem gratuitamente. Segundo a TV local MTV, pelo menos 250 mil pessoas ficaram sem suas casas por causa da explosão.

Apesar de ter surgido na terça, com o propósito auxiliar nas buscas, o perfil tem enfrentado um problema comum nas redes sociais: a desinformação. Com poucas horas de atuação, o perfil compartilhou um story reclamando de pessoas que enviaram fotos de amigos como uma piada.

"Pessoas levando isso como uma piada e enviando fotos de seus amigos, eu realmente não tenho palavras para você", escreveu.

Explosão em Beirute

Uma explosão na região portuária de Beirute, no Líbano, matou pelo menos 78 pessoas, feriu 4 mil e espalhou destruição por quilômetros. O governo afirmou que um curto-circuito causou incêndio e explosão em um depósito de fogos e em outro onde estavam 2,7 mil toneladas de nitrato de amônia. O prédio da embaixada do Brasil foi afetado. A fragata brasileira Independência, usada em missão da ONU no país, deixou o local cerca de dez minutos antes da explosão. A hipótese de atentado foi afastada, mas o acidente levou pânico ao país, alvo frequente de violência sectária.

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