Início de ofensiva contra Iraque dependeria do clima

O início da ofensiva norte-americana contra o Iraque deverá ser determinado pelas condições climáticas, que podem ser maispropícias a partir de sexta-feira.Trinta minutos depois de expirado o prazo dado pelo presidente americano, George W. Bush, ao líder iraquiano Saddam Hussein para que deixe o poder e parta para o exílio ou enfrente a guerra, funcionários da Casa Branca informaram que o momento do ataque será decidido pelos oficiaisde campo nas 48 horas seguintes.Uma tempestade de areia impediu nesta quarta-feira as operações normais das tropas americanas e britânicas no deserto do Kuwait, onde, mesmoassim, os sinais da iminência de um conflito eram evidentes.Na tarde desta quarta-feira, na região do Golfo Pérsico (manhã do Brasil), aviões americanos e britânicos lançaram ataques contra supostas basesde defesa antiaérea e de comunicações do Exército iraquiano na zona de exclusão aérea do sul do Iraque. À noite, testemunhas relatavam o intenso movimento de tropas e veículos de combate dos acampamentos no Kuwait em direção à fronteira iraquiana.No começo da madrugada, as comunicações com as bases e instalações militares operacionais americanas foram restringidas, indicando que a condição de defesa tinha sido elevada paraDefcon 4 - a mesma do primeiro dia de ataques ao Afeganistão, em outubro de 2001.Os mais de 125 mil militares americanos e 60 mil britânicos no Kuwait tomavam posição em meio a uma forte tempestade de areia - a segunda em menos de uma semana. Informações segundo asquais soldados americanos já haviam entrado na zona desmilitarizada do Iraque, perto da fronteira com o Kuwait, foram desmentidas pelo Pentágono.Mas o jornal britânico Evening Standard informou que forças especiais americanas enfrentavam tropas de Saddam em violentoscombates nesta quarta-feira à tarde, em Basra. A notícia não foi confirmada nem desmentida oficialmente.De acordo com o comando central avançado dos EUA, instalado no Catar, um grupo de 17 soldados iraquianos cruzou a fronteira para render-se no Kuwait antes mesmo de a guerra começar. Natentativa de persuadir novas deserções, se intensificaram as operações de distribuição de panfletos, mensagens de rádio e e-mails - nas quais asseguram que qualquer esforço deresistência será esmagado.Em Washington, Bush se reuniu com seu gabinete de guerra, integrado pelo vice-presidente Dick Cheney, pelos secretários de Defesa e Estado, Donald Rumsfeld e Colin Powell, e pela secretária de Segurança Nacional, Condoleezza Rice. Mais tarde, o porta-voz da Casa Branca, Ari Fleischer, advertiu os cidadãos americanos para que se preparem "também para a perda devidas"."A ponto de declarar a guerra ao Iraque, os americanos devem estar prontos para o que esperamos ser um conflito preciso e tãocurto quanto possível", disse Fleischer. "Mas existem muitas incógnitas e isso pode levar algum tempo. Ainda não sabemos."Pelo lado iraquiano, forças leais a Saddam cruzaram nesta quarta vastas áreas do Iraque para se concentrar em Bagdá e outras das principais cidades do país. Segundo analistas, a capitaliraquiana será protegida por dois cinturões de defesa - obedecendo à tática de atrair americanos e britânicos para uma guerra urbana.Veja o especial :

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