Início de reunião entre UE e Irã é adiado para quinta-feira

O Irã adiou por um dia o início de suas negociações com a União Européia (UE) sobre um pacote de incentivos oferecido a Teerã com o objetivo de persuadir o governo iraniano a abandonar seu programa de enriquecimento de urânio.Os representantes iranianos enviados em Bruxelas ainda não explicaram o motivo do adiamento, mas o chefe de política externa da UE, Javier Solana, assegurou que os iranianos garantiram a ele que a reunião ocorrerá na quinta-feira, na capital belga.Diplomatas ocidentais têm ameaçado reiniciar os esforços para buscar possíveis sanções contra o Irã no Conselho de Segurança (CS) da Organização das Nações Unidas (ONU) se Teerã não suspender suas atividades nucleares e não aceitar ingressar em negociações até o próximo dia 12.Solana manifestou-se surpreso com o adiamento. O chefe das negociações nucleares por parte de Teerã, Ali Larijani, deveria desembarcar nesta quarta em Bruxelas. Segundo Solanda, Larijani assegurou que a reunião ocorrerá quinta."Deixei claro ao doutor Larijani que queremos agir rapidamente para examinarmos juntos as idéias que repassei a ele no início do mês passado", explicou Solana.Em Teerã, o ministro iraniano das Relações Exteriores, Manouchehr Mottaki, confirmou o adiamento para quinta-feira, mas não explicou o motivo.O pacote de incentivos foi apresentado por Alemanha, China, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha e Rússia. No documento, as principais potências atômicas do mundo exigem que o Irã suspenda suas atividades nucleares enquanto persistirem as negociações e se comprometa com uma moratória de longo prazo até que a comunidade internacional "se convença" de que o programa nuclear iraniano é pacífico.O enriquecimento de urânio é um processo necessário para a geração de combustível para o funcionamento das usinas nucleares. Em grande escala, o enriquecimento de urânio também pode resultar em material próprio para carregar ogivas atômicas.Os EUA acusam o Irã de desenvolver em segredo um programa nuclear bélico. O governo iraniano nega e assegura que suas usinas atômicas têm fins estritamente pacíficos de geração de energia elétrica.

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