Inquérito conclui que vítimas do Katrina poderiam ter sido salvas

Líderes Republicanos e Democratas do Senado americano criticaram o diretor de Segurança Nacional, Michael Chertoff, nesta quarta-feira, depois que um inquérito do congresso descobriu que centenas de vítimas do furacão Katrina poderiam ter sido salvas se o planejamento tivesse sido melhor e as ações mais rápidas. Segundo a senadora Susan Collins, a performance do Departamento de Defesa em relação ao furacão deve ser julgada como um fracasso. Ela disse que continuava perplexa com a decisão de nomear o então presidente da Agência Federal de Gerenciamento de Emergências, Michael Brown, como um dos coordenadores da ações governamentais do Katrina.Brown foi muito criticado por sua atuação e pediu demissão por causa da pressão pouco depois. Ele acusou outras pessoas da administração, incluindo funcionários da Casa Branca de ignorar seus avisos de enchentes em Nova Orleans.Michael Chertoff definiu a tempestade como "uma das experiências mais traumáticas de sua vida", reiterando depoimento anteriores e afirmando que não sabia que diques e barragens da cidade haviam se rompido no dia da tempestade, apesar das afirmações contrárias de Brown. Ele reconheceu os erros e os muitos lapsos e disse que assumia a responsabilidade. O inquérito chamado "Uma Falha de Iniciativa", foi liberado nesta quarta-feira e concluiu que muitas das mortes poderiam ter sido evitadas se o governo tivesse prestado atenção nas lições dos ataques terroristas de 2001. As descobertas colocaram a culpa no Estado e nas autoridades locais e concluíram que a maior falha do governo federal foi não reconhecer as possíveis conseqüências do Katrina à medida que o furacão se aproximava da costa do Golfo do México. Isso deveria ter mobilizado o governo à realizar uma evacuação depois da tempestade em Nova Orleans." A passividade fez os maiores danos", afirma o documento.

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