Inquérito culpa príncipe por mortes no Nepal

Uma comissão que investigou o massacre da família real do Nepal anunciou hoje que o falecido príncipe herdeiro Dipendra foi o culpado pela morte de seus pais, o rei Birendra e a rainha Aiswaraya, e de outras sete pessoas. A comissão - formada pelo presidente da Suprema Corte, Keshav Prasad Upadhaya, e pelo presidente da Câmara baixa do Parlamento, Taranath Ranabhat - informou no seu relatório que Dipendra estava bêbado e havia fumado haxixe em um salão do Palácio Narayanhiti em 1º de junho, e matou as nove pessoas.Ranabhat apresentou suas conclusões em uma entrevista coletiva realizada na capital, Katmandu. A comissão não esclareceu se Dipendra, que também morreu no incidente, suicidou-se, como relataram uma testemunha ocular e diversos parentes. Ranabhat disse que os investigadores não encontraram na cena do crime outros projéteis, além dos disparados por Dipendra.Dipendra chegou à cena do crime por volta das 19h30 locais de 1º de junho depois de ter bebido alguns copos de "Famous Grouse", seu uísque escocês favorito. Em seguida, pediu a um empregado que lhe trouxesse cigarros de haxixe. De acordo com o empregado, Gajendra Bohra, o príncipe-herdeiro fumava esses cigarros há cerca de um ano.Dipendra, em estado de embriaguez, foi levado a seu quarto por quatro familiares. Depois, telefonou para sua noiva, Devyani Rana, em Katmandu, disse Ranabhat.Minutos depois, a noiva ligou para os empregados de Dipendra para dizer que o príncipe falava com dificuldade e parecia doente. Os empregados encontraram Dipendra deitado no chão do quarto. Eles o levaram ao banho, mas o príncipe pediu a eles que o deixassem só. Mais tarde, depois de telefonar mais duas vezes à noiva, Dipendra deixou seu quarto vestido em um uniforme militar de combate e levou a cabo a chacina, prosseguiu Ranabhat.

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