Inquérito sobre morte de Diana tem novas provas

Um detetive que lidera o inquérito sobre a morte da princesa Diana afirmou nesta terça-feira que foram descobertas novas provas forenses e testemunhas no caso. O Lorde John Stevens, ex-chefe da Polícia Metropolitana de Londres e atual responsável pela investigação, recusou-se a dar mais detalhes sobre as novas evidências no inquérito, que já dura dois anos. Em 1997 um acidente de carro, após uma perseguição em alta velocidade em Paris, matou Diana, seu namorado Dodi Fayed e o motorista do casal, Henry Paul. As afirmações de Stevens foram feitas durante um festival literário em Hay-on-Wye, País de Gales. O detetive informou que sua equipe fez progressos durante o exame das mortes e desviou sobre as teorias de uma conspiração. Stevens não confirmou se a nova testemunha havia observado o acidente. Várias teoriasEle disse que o inquérito analisa várias teorias sobre a morte do casal, incluindo as acusações de que o Príncipe Charles ordenou a morte de sua ex-mulher, fazendo parecer um acidente de carroO pai de Fayed, Mohammed Al Fayed, dono da loja de departamentos Harrods em Londres, afirma que não apenas Charles é suspeito de ordenar o assassinato, mas também seu pai, o príncipe Philip.O detetive disse que os investigadores estão examinando partes do Mercedes que transportava o casal, e que bateu contra o túnel Ponta D´Alma, em Paris.Um inquérito oficial do governo francês concluiu que o motorista tinha três ou quatro vezes mais álcool no sangue do que o permitido por lei.Em 2002, a Suprema Corte francesa descartou as acusações de assassinato culposo contra nove fotógrafos que perseguiram o carro de Diana antes do acidente. Jornais britânicos alegam que o relatório irá descartar a possibilidade de conspiração e insistem que não há evidências de uma trama contra a princesa.Um relatório deve ser publicado este mês, mas policiais afirmaram nesta terça-feira que ainda não foi estipulada uma data para seu lançamento.

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