Insegurança alimentar nos EUA cresce 31% em 2008

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, pelas iniciais em inglês) informou ontem que 17 milhões de lares norte-americanos vivenciaram algum tipo de insegurança alimentar em 2008, 31% acima dos 13 milhões de moradias em 2007.

AE, Agencia Estado

17 Novembro 2009 | 14h43

Em 2008, ano marcado por crescentes custos com alimentação e pela recessão, a insegurança alimentar nos Estados Unidos aumentou para os níveis mais altos na história da pesquisa nacional anual do USDA, iniciada em 1995. Segundo o levantamento, 14,6% dos lares norte-americanos vivenciaram insegurança alimentar pelo menos em algum momento durante 2008, ante 11,1% em 2007.

O predomínio de insegurança alimentar foi mais comum em lares com crianças criadas por pais ou mães solteiros e entre famílias hispânicas e afro-americanas. A pesquisa também aponta que a insegurança alimentar está mais presente na região sul do que nas outras.

O levantamento do USDA não busca monitorar diretamente a presença da fome nos Estados Unidos, o que envolveria determinar quantos norte-americanos não recebem um número adequado de calorias diariamente. A pesquisa tenta quantificar o número de lares com dificuldade em fornecer alimento suficiente para todos os membros da família em algum momento no ano. Muitas dessas famílias conseguem evitar a fome ao participar de programas de nutrição do governo.

Ainda assim, o levantamento do USDA indica que cerca de um terço dos lares com insegurança alimentar vivenciaram a fome, ou chegaram bem perto dela em 2008, apesar da disponibilidade de tais programas. Nas moradias com segurança alimentar muito baixa, o consumo de alimentos diminuiu e os hábitos alimentares normais foram interrompidos. Segundo a pesquisa, 6,7 milhões de lares apresentaram segurança alimentar muito baixa em 2008, 43% a mais que os 4,7 milhões em 2007. As informações são da Dow Jones.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.