Inspetor-chefe da ONU diz não haver provas contra Iraque

O chefe dos inspetores de armas daONU afirmou nesta terça-feira não existir evidências a partir de fotosaéreas e de outras fontes de que o Iraque tenha armas dedestruição em massa ou pretenda desenvolvê-las. Mas Hans Blix disse que ainda existem "muitas questões emaberto" sobre o programa de armas do Iraque que precisam serrespondidas. Ele exortou o Iraque a permitir o retorno dos inspetores daONU e reiterou que se Bagdá cooperar plenamente com as inspeçõesele poderia recomendar ao Conselho de Segurança para suspenderas sanções dentro de um ano. Inspetores da ONU partiram do Iraque antes de ataques aéreosanglo-americanos em dezembro de 1998 visando punir SaddamHussein por não cooperar com as inspeções. Pelas resoluções doconselho impostas após o Iraque ter invadido o Kuwait em 1990,as sanções só podem ser suspensas depois que os inspetorescertificarem que armas nucleares, químicas e biológicas doIraque foram destruídas, junto com os mísseis de longo alcanceque podem transportá-las. Os EUA tentam ganhar o apoio internacional para um ataquecontra o Iraque, argumentando que Saddam está reconstruindo seusprogramas de armas. O presidente George W. Bush deve defendersua posição perante a Assembléia Geral da ONU na quinta-feira. Falando a repórteres após uma reunião a portas fechadas doconselho sobre seu último relatório, Blinx disse que fotos desatélite mostram que o Iraque promoveu obras em locais que forambombardeados em 1998, "mas isso não é o mesmo que dizer queexistem armas de destruição em massa". "Satélites não vêem através de tetos", explicou. "Portanto,não estamos tirando conclusões delas mas seriam um elementoimportante para decidirmos onde gostaríamos de ir parainspecionar e monitorar". "Se eu tivesse sólida evidência de que o Iraque retém armasde destruição em massa ou esteja fabricando tais armas, eulevaria ao Conselho de Segurança - informaria a eles", disseBlix. Ele afirmou ser do interesse do Iraque convidar os inspetoresa retornarem, e reiterou sua disposição de promover discussõessobre arranjos práticos para a retomada das inspeções a fim deevitar conflitos que surgiram nas investigações passadas.

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