Inspetor diz que Saddam corrompeu programa da ONU

O inspetor de armas dos EUA no Iraque acusou o antigo programa de petróleo por comida das Nações Unidas, que permitia a Saddam Hussein exportar petróleo em troca de bens essenciais, de corrupção generalizada. Segundo Charles Duefler, o responsável pelo programa, Benon Sevan, esteve entre dezenas de funcionários internacionais subornados pelo governo iraquiano. Países árabes e europeus também teriam se beneficiado do esquema, que incluía a distribuição de notas de petróleo, papéis que permitiam comprar óleo iraquiano a preços subsidiados. Segundo Duefler, o governo iraquiano manipulou o programa das Nações Unidas entre 1996 e 2003, faturando ilegalmente bilhões de dólares e usando a receita para realizar importações ilegais. O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, nomeou em abril o ex-presidente do Banco Central americano, Paul Volcker, para investigar o caso. O relatório de Volcker só deverá ser apresentado em meados de 2005. O texto de Duefler cita o ex-ministro do Interior da França, Charles Pasqua, a presidente da Indonésia, Megawati Sukarnoputri, e o político russo Vladimir Zhirinovsky como receptores das notas de petróleo. Os governos acusados vão do Iêmen à Namíbia. Zhirinovsky negou as acusações. O governo francês pediu "cautela" e uma apuração cuidadosa da "veracidade da informação". O governo da Indonésia também repudiou as alegações. Empresas e cidadãos dos EUA supostamente envolvidos não foram citados por Duefler em respeito às leis americanas de defesa da privacidade.

Agencia Estado,

07 Outubro 2004 | 16h18

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