Inspetores completam primeiro mês de trabalho no Iraque

Especialistas em armas da ONU marcaram hoje o primeiro mês da retomada de suas inspeções em solo iraquiano visitando dois locais, enquanto o Alto Comissário da ONU para Refugiados advertia que uma guerra no Iraque causaria uma catástrofe humanitária.Os inspetores foram à Companhia Estatal al-Nasr al-Atheem, em Bagdá, uma fábrica de equipamentos para processamento de produtos químicos, informou o Ministério do Interior iraquiano. A fábrica é vinculada ao Comitê da Indústria Militar do Iraque.O local já havia sido visitado em 16 de dezembro. Os inspetores, que retomaram seus trabalhos no Iraque em 27 de novembro, depois de uma pausa de quatro anos, tinham checado a fábrica em suas inspeções na década de 90. Muitos dos equipamentos têm uso duplo, civil e militar.Em sua segunda visita hoje, os inspetores foram à Companhia al-Assriya, uma velha fábrica de Bagdá que produz arak - uma bebida alcóolica extraída de semente de anis, que é a mais popular no Iraque.Numa entrevista divulgada em Londres, o Alto Comissário das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), Ruud Lubbers, disse que um ataque contra o Iraque iria produzir uma onda de novos refugiados, e muitos dos próprios iraquianos poderiam morrer caso o presidente Saddam Hussein viesse a usar armas químicas e biológicas."Acredite, será um desastre do ponto de vista humanitário", advertiu Lubbers, um ex-primeiro-ministro holandês, na BBC, numa entrevista gravada antes do Natal."Devemos sim ser estritos e fortes com Saddam Hussein, mas a intenção é desarmá-lo", lembrou Lubbers, referindo-se ao processo de inspeções da ONU. "Apenas quando Saddam não cumprir tanto com as inspeções quanto com as conseqüências das inspeções... e que poderia haver razão para uma intervenção militar".

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