Inspetores da ONU expulsos da Coréia do Norte chegam à China

Dois inspetores de armas da ONU,expulsos da Coréia do Norte, chegaram hoje à China, deixandopara trás o reativado programa nuclear norte-coreano que acomunidade internacional teme que seja usado para finsmilitares. Os dois inspetores, um libanês e uma chinesa, chegaram aPequim pela manhã e se negaram a falar sobre a situação naCoréia do Norte. Eles iriam seguir para Viena, seda da AgênciaInternacional de Energia Atômica (AIEA). A partida dos inspetores, que haviam monitorado o complexonuclear de Yongbyon com base em um acordo acertado com os EUA em1994, impedirá que a vigilância sobre o programa nuclear daCoréia do Norte, que já começou a reativar um reator capaz deproduzir plutônio para armas atômicas. A porta-voz da AIEA, Melissa Fleming, disse hoje que aexpulsão dos inspetores constitui uma clara violação do Tratadode Não-Proliferação de Armas Atômicas, que a Coréia do Norte deua entender que pretende abandonar. "Éramos os olhos do mundo.Agora não temos condições de vigiar as atividades nucleares daCoréia do Norte, nem podemos assegurar à comunidadeinternacional que ela não está produzindo armas atômicas",disse Fleming. "Lamentamos a expulsão. Mas estamos mantendo nossoequipamento ali, deixando aberta a possibilidade do retorno denossos inspetores", declarou, acrescentando que a Coréia doNorte ainda não respondeu ao pedido para negociações de altonível em Pyongyang ou na sede da AIEA em Viena. O embaixador da Coréia do Norte em Moscou, Pak Ui-chun,afirmou hoje que seu país não pode respeitar seus compromissossobre a não-proliferação nuclear "por culpa dos EUA" e suaspressões sobre Pyongyang, informou a agência russa Interfax.Reduzindo o nível do conflito com a Coréia do Norte, osecretário americano de Estado, Colin Powell, disse ementrevista na TV na segunda-feira que os EUA rejeitam uma açãomilitar como resposta à decisão desse país de retomar seuprograma nuclear.

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