Inspetores da ONU reiniciam inspeções no Iraque após 4 anos

Os primeiros inspetores de armas da ONU chegaram hoje a Bagdá para reiniciar depois de amanhã o trabalho interrompido há quase quatro anos. Eles desembarcaram no país uma semana depois de o chefe da equipe, Hans Blix, ter se reunido em Bagdá com autoridades locais para planejar o trabalho e avaliar as instalações da ONU.A equipe é integradda por 12 peritos da Comissão de Inspeção, vigilância e verificação da ONU (Unmovic) e seis da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). Nas próximas semanas chegarão os demais integrantes, num total de 300. O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, exortou o regime iraquiano a cooperar plenamente com os inspetores e o líder britânico,Tony Blair, advertiu o presidente Saddam Hussein, de que não deve brincar de "esconde-esconde" com as equipes das Nações Unidas.Já o governo iraquiano criticou duramente a Missão da ONU para o Iraque e o Kuwait por "subestimar as violações de seu espaço aéreo cometidas por aviões de combate britânicos e americanos no sul do país" . Em carta a Annan, o chanceler Naji Sabri disse que esses vôos mostram "um terrorismo de Estado e constituem uma agressão flagrante contra o Iraque, seu povo e sua soberania". EUA e Grã-Bretanha criaram zonas de exclusão aérea no norte e sul do Iraque após a Guerra do Golfo para proteger as minorias curda e xiita. Nas últimas semanas, os dois países intensificaram o patrulhamento e os ataques a instalações militares.O governo alemão reiterou hoje que suas forças destacadas no Kuwait não participarão de nenhuma ação militar contra o Iraque, desmentindo um suposto pedido dos EUA de que ceda mísseis antiaéreos num eventual ataque.Ainda hoje, o Conselho de Segurança (CS) da ONU iria votar à noite a prorrogação por mais seis meses do programa Petróleo por Alimentos, que estabelece a quantidade do produto que o governo iraquiano pode exportar para adquirir, alimentos, medicamentos e outros produtos básicos. Após a Guerra do Golfo, a ONU impôs sanções ao Iraque e passou a controlar suas vendas de petróleo. O governo britãnico apresentou ao CS uma proposta de revisão do programa para garantir que o país não importe equipamentos destinados a sua indústria militar.

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