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Inspetores devem ?congelar? instalações visitadas no Iraque

Os peritos em desarme das Nações Unidas vão "congelar" durante as inspeções toda a movimentação nas instalações iraquianas e proibirão a entrada ou saída no local de qualquer pessoa capaz de perturbar seu trabalho. A verificação dos prédios suspeitos de abrigarem armas químicas, biológicas ou nucleares será retomada amanhã, quatro anos depois de uma equipe de inspetores da ONU ter sido forçada a deixar o país, diante dos obstáculos impostos pelo governo iraquiano.Os 18 primeiro inspetores chegaram hoje a Bagdá e estão mantendo sigilo total sobre os locais que pretendem visitar. "Quando chegarmos a um lugar, o primeiro que faremos será congelar os movimentos. Não queremos que pessoas ou veículos entrem ou saiam do lugar para trazer ou levar qualquer tipo de objeto", disse o encarregado do primeiro grupo da Comissão de Inspeção, Vigilância e Verificação da ONU (Unmovic), o grego Dimitri Perricos, que atuará em conjunto com peritos da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). "Queremos observar o estado da instalação tal como a encontrarmos e por isso procederemos a esse congelamento."Embaixadores dos EUA e da Grã-Bretanha expressaram ao governo ucraniano hoje sua "preocupação" de que a Ucrânia tenha vendido um sistema de radares ao Iraque por intermédio de um terceiro país, a China. O governo chinês negou ter informações sobre o sistema e garantiu estar aplicando estritamente as sanções da ONU ao Iraque.Dois americanos integrantes de equipes de inspeção de armas na década de 90 no Iraque disseram hoje à imprensa que acreditam na capacidade da atual missão da ONU de desarmar o Iraque e instaram a opinião pública dos EUA a frear as "ânsias de guerra do governo do presidente George W. Bush".Hoje,a TV a cabo americana MSNBC apresentou um filme de ficção no qual os dirigentes de segurança nacional do país se preparam para a guerra ao Iraque. Entre outras cenas, o programa, intitulado Jogos de Guerra: Iraque, mostra a rivalidade entre militares e diplomatas, a mobilização de tropas e Saddam Hussein garantindo que seu país não tem armas de extermínio.Em Berlim, o chanceler Gerhard Schroeder afirmou que seu governo fornecerá a Israel os mísseis Patriot, de fabricação americana, solicitados pelo país para sua defesa no caso de um eventual ataque de retaliação do Iraque. "Se o governo de Israel necessita desse material para reforçar sua segurança, a Alemanha o fornecerá porque essa é nossa obrigação histórica e moral", disse Schroeder em entrevista ao semanário Die Zeit.

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