im Barber/Chattanooga Times Free Press via AP)
im Barber/Chattanooga Times Free Press via AP)

Tiros contra instalações do Exército e da Marinha nos EUA matam 4 militares

Após perseguição policial, atirador também foi morto; FBI identificou o responsável pelo ataque e caso será 'investigado como um ato de terrorismo interno'

O Estado de S. Paulo

16 de julho de 2015 | 15h21

CHATTANOOGA - (Atualizada às 20h19Quatro militares americanos, bem como um atirador, foram mortos nesta quinta-feira, 16, durante tiroteios em dois centros militares no Tennessee (sul dos Estados Unidos), informaram as autoridades locais durante uma entrevista coletiva. O FBI identificou o responsável pelos dois ataques como Mohammod Yussuf Abdulazeez, de 24 anos. O procurador federal Bill Killian afirmou que o caso será "investigado como um ato de terrorismo interno".

Depois de ser informado sobre o caso pelo diretor do FBI (a Polícia Federal americana), o presidente Barack Obama considerou o quadro "desolador". "Ainda não sabemos todos os detalhes. Sabemos que, o que parece ser um atirador solitário, cometeu esses ataques. Identificamos um nome. É uma circunstância desoladora", declarou Obama.

"Embora seja prematuro especular sobre as motivações do atirador nesse momento, faremos uma investigação completa dessa tragédia", de acordo com a nota divulgada pela agência, que fala em três feridos. O prefeito de Chattanooga, Andy Berke, anunciou que cinco pessoas morreram e que um agente da polícia foi levado para um hospital após ter sido ferido por um tiro.

Uma autoridade americana declarou que os tiros foram disparados em uma base de reservistas da Marinha americana e em um centro de recrutamento militar em Chattanooga.

Ao menos um tiro foi disparado do exterior da base e, segundo uma autoridade, "várias rajadas de tiros" foram ouvidas no centro de recrutamento, o que confirma a informação de que o atirador dispunha de uma arma automática. As emissoras de televisão exibiram imagens de várias marcas de tiros nas janelas do centro de recrutamento.

Várias armas. Segundo o jornal local Chattanooga Times Free Press e a emissora de televisão americana CBS, o agressor tinha "várias" armas e começou a ofensiva às 10h45 (12h45 em Brasília). O ataque teria se encerrado 39 minutos depois. De acordo com a polícia de Chattanooga, o tiroteio terminou às 12h45 (13h15 de Brasília). A base foi fechada depois do tiroteio, assim como as escolas e o comércio próximo. 

Erica White testemunhou o tiroteio pela janela de um salão de beleza próximo. "Ouvimos um barulho, um barulho alto. Fomos para a janela ver o que estava acontecendo", contou à CNN. "Vimos um cara num Mustang prateado, disparando contra o centro da Marinha", completou.

White disse que acompanhou horrorizada quando o homem recarregou sua arma e abriu fogo de novo. Depois, ele entrou no carro, parou em outra parte do centro e voltou a atirar.

"Ficamos chocados. Nunca esperávamos algo como isso", narrou.

O senador Bob Corker, ex-prefeito de Chattanooga, divulgou uma nota, na qual declarou estar com "o coração partido". "É um dia difícil para os habitantes do Tennessee. Enviamos nossos pensamentos e nossas orações a todos os afetados por essa tragédia", completou.

Nos últimos dias, informações de tiroteios em instalações militares têm deixado os Estados Unidos apreensivos diante da ocorrência de incidentes anteriores. Em 2 de julho, houve rumores de um possível tiroteio na base naval da capital federal, onde, em 16 de setembro de 2013, Aaron Alexis, de 34 anos, funcionário de uma empresa terceirizada da Defesa, entrou em um dos prédios do complexo e matou 12 pessoas. / AFP 

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