AFP PHOTO / JOHN THYS
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Instituições europeias decretam alerta laranja após atentados na Bélgica

Vice-presidente europeia para o Orçamento pede que população fique em casa ou dentro dos edifícios. Presidente do Conselho Europeu diz que ajudará os belgas a ‘conter a ameaça terrorista’

O Estado de S. Paulo

22 de março de 2016 | 09h41

BRUXELAS - As instituições europeias estão em alerta laranja depois dos atentados no aeroporto e em uma estação metrô de Bruxelas, na Bélgica, a um passo do máximo vermelho. Os ataques desta terça-feira, 22, deixaram dezenas de mortos e feridos.

"Todas as instituições europeias estão em alerta em nível laranja. Todas as reuniões (dentro dos edifícios) e fora foram canceladas. Só tem acesso o pessoal com credenciamento", disse a vice-presidente europeia para o Orçamento, Kristalina Georgieva. "Por favor, fiquem em casa ou dentro dos edifícios", alertou a comissária em sua conta no Twitter.

Georgieva se declarou "muito entristecida pela trágica perda de vidas em Bruxelas" e indicou que seus pensamentos e orações estão com as vítimas e seus parentes.

A vice-presidente acrescentou que a Comissão Europeia segue de perto a situação em Bruxelas e que as instituições comunitárias "trabalham juntas para garantir a segurança dos funcionários e das instalações".

Por sua vez, o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, disse que "a União Europeia devolve agora a solidariedade do bloco e ajudará a Bélgica a conter a ameaça terrorista". Fontes do Conselho da União Europeia indicaram que foi ativado o mecanismo de crise nas instituições europeias. 

Oriente Médio. A alta representante da União Europeia para a Política Externa, Federica Mogherini, afirmou que é "um dia muito triste para a Europa" e exigiu a união dos líderes europeus e do Oriente Médio contra o terrorismo.

As declarações de Mogherini foram concedidas em entrevista coletiva em Amã, e ela não conseguiu conter as lágrimas após saber do ocorrido na capital belga. "É um dia muito triste para a Europa ao sofrer em sua capital a mesma dor que esta região (o Oriente Médio) conheceu e conhece todos os dias", lamentou.

A chefe da diplomacia europeia pediu aos líderes da Europa e do Oriente Médio que se unam contra os perigos "da radicalização e da violência", que existem em todos os países. "Estar aqui (em Amã) juntos é a mensagem mais potente de força e amizade entre nossos povos que podemos enviar aos que querem nos dividir", ressaltou. /EFE

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