Instituto de Imprensa critica pressão dos EUA contra tevê árabe

O Instituto Internacional de Imprensa (IPI), uma associação formada por editores, dirigentes e jornalistas, expressou nesta segunda-feira preocupação com as supostas tentativas por parte do governo norte-americano de interferir nas atividades do canal de televisão a cabo árabe Al-Jazeera, com sede no Catar. "Com base em informações recolhidas pelo IPI, o emir do Catar, xeque Hamid bin Khalifa al-Thaniof, confirmou que o Departamento de Estado norte-americano, durante uma recente visita a Washington, lhe solicitou usar a influência de seu governo para apaziguar as posições da televisão independente Al-Jazeera", informa um comunicado do IPI divulgado em Viena, onde a associação tem sua sede. "Segundo os responsáveis pela política exterior dos EUA, esta emissora retransmitiu entrevistas antigas com Osama bin Laden e ofereceu tempo de transmissão a especialistas hostis aos Estados Unidos", acrescenta o comunicado. De acordo com o IPI, o diretor-geral da Al-Jazeera, Mohammed Jassem al-Ali, rechaçou as críticas. "Estamos dando o mesmo tempo de transmissão às posições dos Estados Unidos e do Afeganistão. Damos a mesma cobertura às duas partes, já que esse é o nosso trabalho", disse. Leia o especial

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