Insurgentes fogem do controle do Paquistão, diz jornal

'NYT' diz que os militares não são capazes de conter a explosão da violência e o avanço de grupos extremistas

Agências internacionais,

15 de janeiro de 2008 | 08h56

Os serviços de inteligência do Paquistão perderam o controle de algumas redes de grupos militantes instaladas no país desde 1980 e agora não consegue conter a explosão da violência, segundo apontam dois oficiais ao jornal americano The New York Times na edição desta terça-feira, 15.   Enquanto os militares se mobilizaram, os insurgentes voltaram a se ligar aos seus formadores, afirmam os oficiais. Com a união de outros grupos extremistas, eles enfrentam as forças de segurança do país e apóiam os atentados suicidas, número recorde no último ano, incluindo o que matou a opositora e ex-primeira-ministra Benazir Bhutto.   O crescimento dos militantes, a maioria com o apoio expresso da Al-Qaeda, apresentam uma grave ameaça ao Paquistão, assim como para os esforços liderados pelas forças militares internacionais para derrotar o Taleban no Afeganistão.   O jornal afirma que um ex-funcionário da inteligência paquistanesa, assim como outras pessoas ligadas ao órgão diretamente, reconheceram os esforços realizados para manipular as eleições no país em 2002 e ofereceram a retirada de acusações de corrupção aos candidatos que apoiassem o presidente Pervez Musharraf.   Outra pessoa próxima ao órgão afirmou ao NYT que Musharraf teria ordenado que a agência que as eleições parlamentares que acontecem no dia 18 de fevereiro sejam livres e justas, e negou que o serviço secreto está trabalhando para fraudar o pleito. Porém, o conhecimento das fraudes realizadas no passado alimenta os medos da oposição ao governo durante a votação.   Os oficiais foram entrevistados antes do atentado contra a ex-premiê Benazir Bhutto, que o governo afirma ter sido promovido pela Al-Qaeda. Os apoiadores da ex-oposicionista acusam o governo de estar por trás do ataque.

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