Insurgentes matam 11 peregrinos xiitas no Iraque

Pelo menos 11 peregrinos xiitas morreram nesta quarta-feira, 7, em diferentes lugares de Bagdá e mais de trinta ficaram feridos, um dia depois de pelo menos 105 peregrinos morrerem em um duplo atentado suicida na cidade de Hilla, ao sul da capital.Em terça-feira sangrenta, insurgentes provocaram um massacre de xiitas, que viajavam para participar de um festival religioso em Kerbala, ao sul de Bagdá. Além dos ataques a xiitas - que foram alvos em diversas cidades iraquianas -, outros atentados atingiram o país, deixando ao menos 200 mortos e 300 feridos.Segundo fontes policiais, seis dos peregrinos morreram em conseqüência dos disparos de um grupo de homens armados em Oluet Al Rashgid, no sul de Bagdá, enquanto celebravam o fim dos 40 dias de luto pela morte, em 680 d.C, de Hussein, neto do profeta Maomé.Em um ataque similar, outro peregrino xiita morreu na rua Mohammed Al Qasim, no leste da capital iraquiana, enquanto a última vítima foi morta no bairro de Sidiyam, no sul de Bagdá.A cidade de Hilla, capital da província de Babel, se transformou em uma das regiões do Iraque que sofreram mais ataques da insurgência sunita.O primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, condenou ontem os atentados de Hilla e assegurou que levará "os responsáveis à Justiça"."Não ficarão livres de punição aqueles que estão por trás deste crime horrível contra cidadãos inocentes", afirmou um comunicado divulgado pelo escritório de Maliki.O atentado de Hilla também foi condenado pelo Comitê de Ulemás Muçulmanos, a máxima autoridade sunita no Iraque, que culpa a ocupação estrangeira pelo ocorrido.Peregrinos se manifestamMilhares de peregrinos xiitas desafiaram atiradores e homens-bomba e seguiram para a cidade sagrada de Kerbala nesta quarta-feira, um dia após dezenas de pessoas terem sido mortas em uma série de ataques. O primeiro-ministro xiita Nuri al-Maliki lançou uma grande ofensiva no mês passado que obteve algum sucesso na redução de mortes por esquadrões, atribuídas a milícias xiitas. Mas não houve uma diminuição nos ataques a bomba, muitos dos quais têm por alvo as comunidades xiitas, que dizem precisar das milícias para protegê-las dos insurgentes árabes sunitas. Uma multidão de peregrinos saiu às ruas de Bagdá na quarta-feira, provocando congestionamentos enquanto seguiam a pé pelas principais estradas. Massas de peregrinos xiitas seguem para Kerbala a pé ou de ônibus para comemorar o Arbain, o fim dos 40 dias de luto desde a Ashura, que marca a morte do neto do profeta Maomé em 680. Kerbala, uma das cidades mais sagradas no Islã xiita, fica a 110 km ao sul de Bagdá. Hilla, cena dos ataques mais mortais de terça-feira, fica nas redondezas.

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