Insurgentes tentam invadir Congresso filipino

Cerca de 100 manifestantes tentaram invadir nesta segunda-feira a Câmara dos Representantes das Filipinas durante um protesto contra o governo, mas foram repelidos pela polícia, informaram autoridades locais.Os manifestantes protestavam contra a declaração, na sexta-feira, de um estado de emergência pela presidente das Filipinas, Glória Macapagal Arroyo.Eles denunciaram a medida como o início de uma nova onda de repressão contra a oposição e exigiram a renúncia de Glória, cujo governo envolveu-se numa série de escândalos ao longo dos últimos anos.Os participantes do protesto em Manila exibiam cartazes com lemas contra Glória e gritavam "não à lei marcial".A presidente declarou estado de emergência na sexta-feira, quando o exército alegou ter impedido uma tentativa de golpe e tentava deter os líderes do suposto complô.Depois da declaração, a polícia filipina proibiu manifestações, ocupou a redação de um jornal de oposição e começou a prender críticos do governo.Cronologia da conspiração- Foragidos divulgam em 19 de janeiro um comunicado em que anunciam sua intenção de derrubar Glória Macapagal Arroyo.- O Novo Exército do Povo (NEP), braço armado do ilegal Partido Comunista das Filipinas (PCF), oferece proteção aos fugitivos.- Os corpos de segurança descobrem o documento "Oplan Hackle", que detalha atentados explosivos e outras ações a partir de 18 de fevereiro.- O tenente Lawrence San Juan, um dos quatro militares foragidos, é detido em uma casa do NEP nos arredores de Manila.- A oposição anuncia uma grande manifestação contra o governo em Manila para 24 de fevereiro, véspera do 20º aniversário do final da ditadura de Ferdinand Marcos.- O PCF se soma à convocação e afirma que mobilizará 5.000 pessoas na capital e outras 25.000 nas províncias próximas.- A revista Time publica uma informação sobre um plano para provocar outra revolta popular pacífica, como a que levou Marcos ao exílio, em que religiosos e militares confluirão em uma demonstração contra o governo em 24 de fevereiro.- Em 23 de fevereiro, à noite, membros da oposição realizam um jantar na residência do ex-congressista Peping Cojuangco, irmão da ex-presidente Cory Aquino, em que se fala abertamente de depor Macapagal Arroyo.- Nesse mesmo dia, o general-de-brigada Danilo Lim e o coronel Ariel Querubin comunicam a seus superiores que seus homens vão participar das manifestações do dia seguinte.- Na madrugada de sexta-feira 24 de fevereiro, Lim e Querubin são postos sob custódia militar enquanto sua implicação na conspiração golpista é investigada.- O exército informa aos meios de comunicação que um golpe de Estado foi evitado, mas adverte que ainda persiste a ameaça.- A presidente das Filipinas declara o estado de emergência nacional, cancela as celebrações oficiais para o 20º aniversário do restabelecimento da democracia, proíbe as demonstrações e outros atos da oposição em Manila e ameaça censurar os meios de informação que façam repercussão dos desestabilizadores.A polícia apresentou nesta segunda-feira acusações de rebelião contra 16 pessoas, entre elas militares, políticos da oposição e o presidente do PCF, José Maria Sison, que vive exilado na Holanda.

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