Integrante da Cruz Vermelha é libertado nas Filipinas

Militantes ligados à rede Al-Qaeda libertaram um integrante italiano da Cruz Vermelha que havia sido capturado há seis meses no Sul das Filipinas. Eugenio Vagni, de 63 anos, aparentava estar bem de saúde quando os integrantes da Abu Sayyaf o entregaram na ilha Jolo, de acordo com Richard Gordon, chefe da Cruz Vermelha nas Filipinas.

AE-AP, Agencia Estado

11 de julho de 2009 | 17h45

"Estou feliz. Pelo menos ele está a salvo e podemos mandá-lo de volta para sua família", afirmou Gordon. O ministro de Relações Exteriores da Itália, Franco Frattini, disse em uma entrevista à televisão estatal italiana que nenhum resgate foi pago em troca da liberdade de Vagni.

Gordon afirmou que os militantes pediram que a vice-governadora de Sulu, Ann Sahidulla, escoltasse Vagni e que ela "doou" US$ 1.041 a um intermediário, mas destacou que isso não foi um resgate. Frattini também expressou gratidão, já que o governo não precisou fazer nenhum ataque para libertar o refém.

Vagni, que está agora sob custódia da embaixada italiana nas Filipinas, será enviado à Itália assim que possível, afirmou Frattini. O integrante da Cruz Vermelha foi sequestrado junto com dois colegas após inspecionar um projeto em Jolo, em janeiro deste ano. Os outros dois reféns, um suíço e um filipino, já foram libertados.

A Abu Sayyaf, que tem cerca de 400 militantes, está na lista dos EUA de organizações terroristas porque seus ataques a bomba, sequestros e assassinatos de reféns vêm ocorrendo no Sul das Filipinas há décadas. O grupo é suspeito de receber fundos e treinamento da Al-Qaeda.

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