Integrante da Pussy Riot é internada após greve de fome

Uma das integrantes da banda russa de punk rock Pussy Riot foi hospitalizada nesta terça-feira, no sétimo dia de uma greve de fome realizada em protesto contra o que considera ser uma campanha de perseguição contra ela.

Agência Estado

28 de maio de 2013 | 10h29

Maria Alekhina foi transferida para um hospital da colônia prisional da cidade de Berezniki, nos Montes Urais, informou à Associated Press Pyotr Verzilov, que visitou a colônia nesta terça-feira. Ele é marido de uma das companheiras de banda de Alekhina.

A greve de fome teve início da quarta-feira, depois que ela ter sido impedida de participar de sua própria audiência de fiança. O tribunal, que fica do outro lado da rua da colônia penal, negou sua libertação.

As três integrantes da banda - Alekhina, Nadezhda Tolokonnikova e Yekaterina Samutsevich - foram condenadas no ano passado por "vandalismo motivado por ódio religioso" por um protesto improvisado contra Vladimir Putin no interior da principal catedral de Moscou.

Posteriormente, Samutsevich foi libertada após apelar da sentença. No mês passado, um tribunal da província de Mordovia negou fiança a Tolokonnikova, que é casada com Verzilov.

Em carta datada de segunda-feira e publicada por seus advogados, Alekhina disse que as autoridades prisionais tentam colocar as demais detentas contra ela ao intensificar a segurança antes de sua audiência de fiança.

Anteriormente, as presidiárias podiam entrar e sair livremente de seus locais de trabalho, mas agora elas têm de esperar até uma hora pela escolta dos guardas, informou a advogada de Alekhina, Irina Khrunova. A espera impede cuidados médicos imediatos quando as detentas se ferem durante a confecção de uniformes. As informações são da Associated Press.

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