Integrantes do TPI detidos na Líbia recebem ordem de prisão preventiva

Os membros do Tribunal Penal Internacional tentavam encontrar o filho do ditador Muamar Kadafi

Efe,

11 de junho de 2012 | 16h29

TRÍPOLI - A Procuradoria Geral líbia emitiu uma ordem de prisão preventiva para dois dos quatro membros do Tribunal Penal Internacional (TPI) que foram detidos na última quinta-feira, 7, após terem tentado encontrar Seif al Islam, filho do ditador Muamar Kadafi.

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O porta-voz do Conselho Local de Zintan, Khaled Kor, afirmou nesta segunda-feira, 11, que a ordem de prisão foi emitida contra a advogada australiana Melinda Taylor e sua tradutora de origem libanêsa, cujo nome não foi divulgado.

Anteriormente, Kor tinha assegurado que a ordem tinha sido emitida contra os quatro integrantes da delegação.

Segundo Adel Salama Zentani, integrante da célula de comunicação desta mesma cidade, Melinda foi detida na última quinta depois de ter tentado entregar alguns documentos ao filho de Kadafi, que, por sua vez, também receberia um equipamento para detectar seus movimentos dentro da prisão.

Já o representante líbio perante o TPI, Ahmed Yihani, se limitou a dizer que a questão estava fora de suas mãos e que o assunto já estava sendo tradado pela Procuradoria Geral.

De acordo com Kor, os quatro integrantes da delegação do TPI se encontram na residência de amigos, já que, segundo o porta-voz líbio, todos contam com passaporte de imunidade diplomática.

Kor ainda acrescentou que os outros dois integrantes, um russo e um espanhol, não demostraram intenção de abandonar o país em solidariedade a Melinda e sua tradutora. Provavelmente, ambos devem ficar no país até que a situação seja solucionada.

Pouco antes da divulgação da ordem de detenção preventiva, o representante líbio do TPI havia assegurado que os contatos entre o Ministério das Relações Exteriores da Líbia e a Procuradoria Geral para a libertação dos membros do TPI tinham sido adiados, mas sem apresentar detalhes sobre as possíveis causas.

A chefe de comunicação do Tribunal Penal Internacional, Sonia Robla, assegurou ontem que não sabia do paradeiro dos detidos e ressaltou que o TPI tinha exigido sua libertação "imediata".

"Não sabemos onde eles estão e nem temos contato com eles desde quinta-feira. Estamos preocupados com sua segurança e suas condições médicas", declarou Sonia.

 

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