Intelectuais denunciam "clima de impunidade" ao redor da ETA

Doze intelectuais europeus e americanos denunciaram oclima de "impunidade moral criado pelas instituições nacionalistas e pela hierarquia católica basca" ao redor dos atentados da ETA, num manifesto publicado hoje pelo jornal "ABC"."Hoje, os candidatos a cidadãos livres no País Basco são condenados à morte pelos mercenários da ETA (organização separatista basca) e condenados à humilhação pelos seus cúmplices nacionalistas", lê-se no manifesto."Agora que a memória do Holocausto é honrada na Europa pelo desejo de se reabilitar as vítimas daquela barbárie e quando se pretende evitar o regresso do horror, poucos europeus sabem que hoje em dia, no País Basco, os cidadãoslivres são injuriados e assassinados", prossegue o texto.Na avaliação dos manifestantes, os atentados da ETA "são perpetrados num clima de impunidade moral criado pelas instituições nacionalistas e pela hierarquia católica basca".O manifesto termina convidando os cidadãos europeus a um "estado de indignação geral em memória das vítimas", no próximo dia 25 de maio, data das eleições municipais na Espanha.As principais instituições do País Basco (norte) são dirigidas pelos nacionalistas moderados do PNV. Os independentistas radicais, atualmente ilegalizados, conquistaram 62 câmaras em 1999 no País Basco e em Navarra.Entre os que assinam o manifesto contam-se Mario Vargas Llosa (Peru), Bernard-Henri Lévy (França), Nadine Gordimer (África do Sul), Paul Preston (Grã-Bretanha), Carlos Fuentes (México), Fernando Arrabal (Espanha) e Juan Goytisolo (Espanha).

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