AFP PHOTO / TIMOTHY A. CLARY
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Inteligência americana prevê provável transição presidencial em Cuba em 2018

Segundo relatório apresentado pelo diretor nacional de Inteligência, autoridades cubanas ‘manterão a um ritmo lento as reformas econômicas destinadas a reduzir o controle estatal na economia'

O Estado de S. Paulo

10 de fevereiro de 2016 | 15h44

WASHINGTON - Os serviços de inteligência dos EUA consideram que Cuba se prepara para uma "provável transição presidencial em 2018", afirmou na terça-feira o diretor nacional de Inteligência, James Clapper.

"Os líderes cubanos permanecerão focados em preservar o controle político (do país) enquanto se preparam para uma provável transição presidencial em 2018", avaliou o relatório anual da comunidade de inteligência americana, apresentado por Clapper ao comitê de Serviços Armados do Senado.

O relatório também antecipou que as autoridades cubanas "manterão a um ritmo lento as reformas econômicas destinadas a reduzir o controle estatal na economia e a promover a atividade econômica privada".

Os serviços de inteligência americanos atribuem a última parte à "provável resistência de altos líderes e funcionários governamentais, preocupados que mudanças rápidas possam provocar distúrbios".

O relatório prevê que as condições de vida em Cuba continuarão a ser "pobres", o que, aliadas aos temores de que os EUA alterem a lei de ajuste cubano - que atualmente permite aos emigrantes da ilha se tornarem residentes permanentes legais nos EUA -, "manterão a crescente migração de imigrantes ilegais cubanos".

O relatório destacou que esta imigração de cubanos foi particularmente alta na fronteira sudoeste com o México, por onde no ano fiscal de 2015 (que terminou em 31 de outubro) entraram 31 mil cubanos nos EUA, que reivindicaram o status de refugiado político de acordo com a lei de ajuste e conseguiram obter residência.

Esse número é 76% superior ao fluxo migratório de cubanos que cruzaram a fronteira no ano fiscal anterior, segundo o relatório.

O presidente de Cuba, Raúl Castro, começou em fevereiro de 2013 seu segundo mandato de cinco anos, que deve terminar em 2018. A previsão é que esse seja o último, caso ele cumpra sua intenção de limitar a permanência em cargos políticos a no máximo 10 anos. /EFE

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