Sarah Silbiger/The New York Times
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Inteligência deveria voltar para a escola, rebate Trump às críticas de seu diretor 

Trump enalteceu os progressos alcançados com a Coreia do Norte, sobre os quais afirmou que há 'uma opção decente de desnuclearização', em resposta às dúvidas expressadas pelas agências de inteligência

Redação, O Estado de S.Paulo

30 de janeiro de 2019 | 17h13

WASHINGTON - O presidente americano, Donald Trump, criticou nesta quarta-feira, 30, o serviço de Inteligência americano, classificando-o de "ingênuo", assim como de estar "enganado" quanto à ameaça representada pelo Irã. "Talvez a Inteligência devesse voltar para a escola!", tuitou Trump.

Em um relatório apresentado à Comissão de Inteligência do Senado na terça-feira, o diretor da Inteligência Nacional dos EUA, Dan Coats, apresentou análises sobre ameaças globais que contradizem diretamente dois princípios fundamentais da política externa de Trump. 

Em uma delas, afirmou que a Coreia do Norte provavelmente não desistirá de seu programa nuclear, a poucas semanas de uma reunião marcada entre Trump e o líder norte-coreano, Kim Jong-un, no próximo mês. "Avaliamos que é improvável que a Coreia do Norte desista completamente de suas armas nucleares e sua capacidade de produção", afirmou Coats. 

Hoje, Trump enalteceu os progressos alcançados com a Coreia do Norte, sobre os quais afirmou que há "uma opção decente de desnuclearização", em resposta às dúvidas expressadas pelas agências de Inteligência sobre Pyongyang.

"A relação com a Coreia do Norte é a melhor que já houve com os EUA. Não há testes (nucleares), recuperamos restos de soldados, retorno de reféns. Há uma opção decente de desnuclearização", disse o governante pelo Twitter.

Trump ressaltou que "o tempo dirá o que ocorrerá na Coreia do Norte, mas no fim do último governo (de Barack Obama) a relação era horrenda e coisas muito ruins estavam a ponto de acontecer".

"Agora é uma história completamente diferente. Espero me encontrar com Kim Jong-un em breve. Houve progressos, uma grande diferença", acrescentou. / AFP e EFE 

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