EFE/EPA/CIA
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Inteligência dos EUA diz acreditar que filho de Bin Laden morreu em operação

Três fontes do governo americano, que pediram para não serem identificadas, confirmaram a morte de Hamza bin Laden, mas ainda não se sabe como e onde ele morreu

Redação, O Estado de S.Paulo

31 de julho de 2019 | 19h10

WASHINGTON - Os serviços de Inteligência dos Estados Unidos receberam relatórios que apontam que Hamza bin Laden, filho de Osama bin Laden e considerado um dos atuais líderes do grupo terrorista Al-Qaeda, está morto, informaram nesta quarta-feira, 31, a rede de televisão NBC e o jornal The New York Times.

De acordo com a NBC, primeira a noticiar a informação, três fontes do governo americano, que pediram para não serem identificadas, confirmaram a morte de Hamza bin Laden, mas ainda não se sabe como e onde ele morreu.

O NYT assegura que Washington "teve um papel" na operação que terminou com sua morte. O jornal cita dois funcionários do governo que também não foram identificados. 

Não foi revelado que papel os EUA tiveram na operação. O país havia oferecido uma recompensa de US$ 1 milhão por qualquer informação que levasse à localização de Hamza.

Embora o paradeiro de Hamza bin Laden fosse desconhecido, as autoridades americanas suspeitavam que ele estaria em algum lugar perto da fronteira entre Afeganistão e Paquistão, possivelmente esperando uma oportunidade de ir ao Irã.

Inicialmente, Saad bin Laden era o filho de Osama esperado para substituir o pai à frente da Al-Qaeda, mas sua morte no Paquistão durante um ataque com drones levou o líder terrorista a nomear Hamza, dez anos mais jovem que o primogênito, como novo herdeiro.

O secretário adjunto para Segurança Diplomática dos EUA, Michael Evanoff, disse em fevereiro deste ano, durante uma entrevista coletiva, que Osama bin Laden passou anos preparando Hamza para assumir a liderança da organização, cujo atual número 1 é o egípcio Ayman al Zawahiri.

A afirmação se baseia em uma série de cartas que foram encontradas na casa onde Osama morreu em uma operação das forças especiais americanas no Paquistão, em 2011. / EFE e AFP 

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