Interpol adverte que a ameaça bioterrorista é real

A segunda conferência regional organizada pela Interpol sobre modos de prevenção do bioterrorismo começou hoje em Cingapura com a mensagem que se trata de uma ameaça real frente à qual é preciso estar preparados. O secretário-geral de Interpol, Ronald K. Noble, advertiu no discurso de abertura que existem evidências que os terroristas têm interesse em utilizar agentes biológicos em seus atentados e que a Al Qaeda reconhece isso em seus comunicados. "Não tenho nenhuma dúvida de que a ameaça é real (..) É necessário que nos preparemos", disse Noble. Em entrevista coletiva, Noble afirmou que essa ameaça deve ser enfrentada estabelecendo uma legislação específica e a colaboração entre os Governos. Participam da conferência - dois dias de seminários e exercícios policiais práticos - cerca de 80 delegados procedentes de 25 países asiáticos. A Interpol criou no ano passado uma unidade especial centrada em bioterrorismo com o objetivo de oferecer formação e facilitar o intercâmbio de experiências. O primeiro seminário global sobre bioterrorismo, do qual participaram 155 países, aconteceu na França em março de 2005, e foi seguido pela primeira conferência regional sobre o tema na África do Sul. O Chile abrigará no mês de julho a terceira conferência regional da Interpol, que se centrará nas estratégias para combater o uso de agentes biológicos em atentados terroristas.

Agencia Estado,

27 Março 2006 | 04h25

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