Interpol expande sistema de dados sobre combatentes

Um sistema de dados internacional de combatentes estrangeiros que começou a ser elaborado discretamente há 18 meses, inicialmente com a participação de três países, se expandiu para incluir 33 países e 1.300 nomes, informou o líder da Interpol nesta sexta-feira. A medida é parte de novos esforços para conter o fluxo de supostos jihadistas aderindo a grupos extremistas no Iraque e na Síria.

Estadão Conteúdo

26 de setembro de 2014 | 11h29

A organização policial internacional também considera expandir o acesso ao seu sistema independente de passaportes perdidos e roubados a bancos, hotéis, linhas aéreas e companhias de cruzeiro, informou o secretário-geral da Interpol, Ronald Noble. Atualmente o acesso ao sistema só é disponível para governantes, oficiais de controle de fronteiras e profissionais de execução da lei.

Espera-se que seja aprovada pelo Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) uma resolução que vai exigir que os países previnam o recrutamento e o transporte de supostos combatentes estrangeiros se preparando para integrar grupos terroristas, como o Estado Islâmico. Noble descreveu a medida como um ponto de partida e afirmou que ela poderia reforçar o banco de dados de combatentes estrangeiros.

"A questão é como podemos prevenir e interromper essas viagens", afirmou Noble. "A ideia da Interpol é envolver linhas aéreas, hotéis, bancos e companhias de cruzeiro para tornar mais difícil para esses terroristas usarem documentos roubados com diferentes identidades a fim de viajarem de um país para outro."

A companhia aérea AirAsia está testando o sistema desde maio e 43 pessoas foram detidas com documentos de viagem roubados, de acordo com Noble. Na França, a Interpol tem um pequeno projeto piloto para determinar como aplicar a medida no sistema bancário.

Noble alertou que diminuir o fluxo de combatentes estrangeiros requer que os países usem os sistemas. Estima-se que cerca de 2.000 europeus se uniram a grupos extremistas no Iraque e na Síria, mas Noble afirmou que apenas poucos dos 26 países do continente que eliminaram controles em suas fronteiras comuns usam com regularidade o banco de dados da Interpol de documentos roubados. Fonte: Associated Press.

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