Intervenção é símbolo de avanço sobre dois setores

Cenário

Roberto Lameirinhas, O Estado de S.Paulo

16 de junho de 2010 | 00h00

A intervenção do regime de Hugo Chávez no Banco Federal converte-se em símbolo da ação chavista sobre dois setores cruciais da sociedade venezuelana: o financeiro e o das comunicações. O proprietário do banco, Nelson Mezerhane, é também acionista da única emissora de TV do país que não cedeu às ações intimidatórias do governo Chávez. Em consequência do assédio fiscal, da distribuição seletiva da publicidade oficial e da ameaça explícita à integridade física de seus diretores, outros canais de TV que mantinham linha crítica a Chávez ? como a Venevisión, do multimilionário Gustavo Cisneros ? atenuaram seu noticiário político. Quem resistiu às ameaças chavistas, acabou fora do ar, como a RCTV, cuja concessão não foi renovada em 2007.

Se as ações contra as emissoras têm como objetivo controlar a informação, o avanço sobre o setor financeiro visa a evitar uma aparentemente inevitável disparada da inflação. A estimativa é a de que a alta de preços ultrapassará os 85% em 2010. O país passa ainda por uma grave crise energética e episódios esporádicos de desabastecimento.

É JORNALISTA DO "ESTADO"

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