Intolerância convive com pacifismo nos EUA

Episódios de intolerância contra norte-americanos de origem muçulmana e árabe continuam em todo o país, em decorrência dos ataques terroristas desta semana contra Nova York e Washington.Na cidade de Bridgeview, Estado de Illinois, a polícia teve de intervir para impedir que cerca de 300 pessoas destruíssem uma mesquita. Já em Evansville, Indiana, um homem atingiu propositadamente, com seu carro, um centro islâmico, depois desceu do automóvel e quebrou os vidros do prédio com os próprios punhos. Um artefato explosivo foi detonado em uma mesquita de Denton, no Texas. Em Seattle, a polícia prendeu um homem que tentava atear fogo a uma mesquita. Também no Estado de Washington, mas na cidade de Lynnwood, a parede de uma outra mesquita foi toda pintada de preto. Finalmente, em Los Angeles, foram reportados 11 episódios de intolerância, alguns dos quais com uso de armas de fogo. Já em Atlanta, o quadro foi bem diferente. Apenas poucas horas depois de o presidente George W. Bush afirmar que o país está "em guerra", um grupo de pacifistas saiu às ruas da cidade para pedir que o governo descarte uma represália violenta contra os responsáveis pelos ataques terroristas. O grupo, com cerca de uma centena de participantes, levava cartazes com inscrições como "parem a máquina da guerra nos Estados Unidos" e "guerra nunca mais".

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