Pete Marovich/The New York Times
Pete Marovich/The New York Times

Intruso em base da Força Aérea leva os EUA a revisarem protocolo de segurança global

Autoridades ponderaram que não havia indícios de que o homem tivesse qualquer ligação com grupos extremistas

Redação, O Estado de S.Paulo

05 de fevereiro de 2021 | 22h25

WASHINGTON - A Força Aérea dos Estados Unidos informou nessa nesta sexta-feira, 5, que fará uma revisão da segurança em suas bases ao redor do mundo depois que um intruso entrou em uma importante instalação militar que também é a casa do Air Force One, o avião do presidente americano. 

Um homem desarmado conseguiu entrar na Base Conjunta de Andrews na quinta-feira e em uma aeronave C-40, uma versão militar do Boeing 737, disseram as autoridades. Eles acrescentaram que não havia indícios de que ele tivesse qualquer ligação com grupos extremistas. Ele foi preso no local. 

Os aviões C-40 na base são utilizados por membros do governo, do Congresso e militares de alta patente para suas viagens oficiais. A Base Conjunta de Andrews, a cerca de 24 quilômetros a sudeste da Casa Branca, em Washington, é usada pelo presidente, vice-presidente e líderes de gabinete para viajar pelo país e pelo mundo.

“Todos no (Departamento de Defesa) e certamente todos na Força Aérea entendem como este assunto é sério”, disse o porta-voz do Pentágono, John Kirby, a repórteres. Em um comunicado, a Força Aérea disse que o inspetor-geral da Força estava revisando a invasão. Além dessa revisão, a Força Aérea fará uma “revisão abrangente” da segurança nas bases em todo o mundo.

A Força Aérea não especificou como o homem conseguiu entrar no complexo militar, que é fortemente vigiado, ou quanto tempo ele passou no avião.

Milhares de soldados da Guarda Nacional aumentaram a segurança em Washington desde o ataque ao Capitólio pelos extremistas pró-Donald Trump, uma ação que deixou cinco mortos. Como as autoridades temem mais protestos, a Guarda tem a tarefa de proteger o Capitólio durante o segundo julgamento de impeachment de Trump, que começará em 9 de fevereiro./REUTERS e AFP 

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.