Inundações deixam milhares de pessoas sem água e comida na Ásia

Tufão Megi afeta Tailândia, Filipinas, Camboja e Vietnã; autoridades contabilizam mais de 70 mortos

Efe

20 de outubro de 2010 | 08h28

Vilarejo ficou parcialmente destruído nas Filipinas.

 

BANGCOC - Os milhares de afetados pelas inundações e enchentes no Camboja, nas Filipinas, na Tailândia e no Vietnã precisam de água e comida, como detalham as equipes de emergência, que elevaram para 77 os mortos pelos dados oficiais. As chuvas não dão trégua e só pioram a situação dos desabrigados e prejudicam as operações de salvamento e reparação de infraestruturas.

 

O tufão Megi, que entre o fim de semana e terça-feira cruzou o norte das Filipinas, está quase parado no Mar da China Meridional com ventos sustentados de 175 km/h, entre a China e o Vietnã. Os meteorologistas filipinos preveem que a área de alta pressão que retém o ciclone perca força e que Megi retome seu curso na quinta-feira.

 

Os comitês nacionais de desastres dos diferentes países afetados contabilizaram 46 mortos no Vietnã, 13 nas Filipinas, dez na Tailândia e oito no Camboja, além dos milhares de desabrigados.

 

Os maiores danos no Vietnã ocorreram nas províncias de Nghe An, Ha Tinh, Quang Binh e Thua Tien Hue, onde 21 pessoas continuam desaparecidas, segundo o Comitê Nacional de Tempestades e Controle de Inundações.

 

As autoridades ordenaram que 20 mil soldados colaborem nos trabalhos de resgate e remoção de escombros das 200 mil casas destruídas ou danificadas, das estradas interrompidas, pontes derrubadas e os cabos cortados. A Federação Internacional da Cruz Vermelha solicitou US$ 1,08 milhão para atender aos desabrigados no Vietnã.

 

O número de pessoas afetadas nas Filipinas subiu para 215.037 em 22 províncias, pelos dados do Conselho Nacional de Gestão para a Redução de Perigos de Desastres. Aos números se somam 518 casas destruídas e outras 4.910 parcialmente danificadas, e danos totais avaliados em US$ 31,81 milhões.

 

As tempestades cortaram a energia elétrica e deixaram 3 milhões de pessoas sem luz na ilha de Luzon, onde ainda há áreas onde o serviço não foi restabelecido.

 

Na Tailândia, as inundações atingiram 16 províncias. As autoridades colocaram em alerta outras seis províncias na região central diante do risco do aumento dos rios. O governo destinou US$ 3,3 milhões para comida, roupa, barracas e outras necessidades básicas dos milhares de desabrigados.

 

No Camboja, o maior problema das autoridades agora é o Megi, que se não mudar de rota, chega ao litoral cambojano no sábado.

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