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AP Photo/Khin Maung Win
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Inundações em Mianmar afetam ao menos 330 mil pessoas

Autoridades pedem que moradores de regiões baixas deixem suas casas; ao menos 88 morreram em razão das fortes chuvas 

O Estado de S. Paulo

07 de agosto de 2015 | 09h23

BANGCOC - As inundações que afetam grande parte de Mianmar já causaram a morte de 88 pessoas e as autoridades pediram que quem vive nas áreas baixas deixem suas casas em razão do risco de uma nova enchente, informou nesta sexta-feira, 7, a imprensa estatal.

Pelo menos 330 mil pessoas foram afetadas pelas inundações que assolam 12 das 14 regiões do país, provocadas pelas intensas chuvas de monção que caem desde julho e a passagem do ciclone Komen há uma semana.

A região mais afetada, com 55 mortos, é o Estado de Rakhine, no oeste, uma das quatro regiões declaradas na semana passada como "zona de desastre" pelo governo.

Desde a onda de violência sectária de 2012, cerca de 100 mil membros da perseguida minoria muçulmana rohinyá vivem em Rakhine em campos de refugiados que teriam sofrido "danos extensos", segundo agências humanitárias.

O presidente de Mianmar, Thein Sein, pediu a eretirada dos moradores das áreas baixas da região de Ayeyarwaddy, onde vários rios superaram o nível de risco e ameaçam transbordar-se. "Como não podemos prevenir desastres naturais, peço aos cidadãos que saiam para áreas mais seguras", disse em mensagem radiofônica.

Segundo o Ministério de Bem-Estar Social, as inundações deslocaram cerca de 85.400 pessoas e destruíram 10.956 casas e 900 quilômetros quadrados de terras de cultivo. O governo birmanês solicitou nesta semana ajuda internacional para ajudar os afetados e admitiu sua "frágil" resposta perante o desastre natural.

Agências humanitárias já distribuíram 387 toneladas de comida a 103.000 pessoas, além de 620 mil pastilhas para purificar água e diverso material sanitário e para refúgios, segundo o Escritório de Coordenação para Assuntos Humanitários da ONU. /EFE

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