Inundações na China matam 52, e obriga retirada de 100 mil

Região de Guizhou, no sul do país, foi a mais afetada; outras 32 pessoas estão desaparecidas

REUTERS

08 de junho de 2011 | 09h42

Quase 8 mil casas foram destruídas pelas enchentes

     

 

PEQUIM - Chuvas pesadas inundaram uma região antes afetada pela seca no sul e no leste da China, matando 52 pessoas e obrigando a retirada de mais de 100 mil pessoas, disse a mídia estatal nesta quarta-feira, 8.

As mortes ocorreram principalmente em Guizhou, província empobrecida no sul da China, onde dezenas de milhares de pessoas deixaram suas casas para fugir do alto nível da água nos últimos dias, segundo a agência oficial de notícias Xinhua.

Outras 32 pessoas estão desaparecidas na província, acrescentou a agência, indicando que o número de mortes poderia aumentar.

Quase 8 mil casas foram destruídas pelas enchentes e milhares de hectares de terras agrícolas sofreram inundações, segundo a agência estatal.

Guizhou será afetada por mais chuvas nos próximos dias, e o governo já enviou uma equipe de ajuda humanitária para os locais mais atingidos, informou.

A seca prejudicou as plantações e exacerbou uma falta de energia, cortando a geração de energia das usinas hidrelétricas.

As chuvas aumentaram as esperanças dos fazendeiros de que eles poderão plantar a safra de arroz do meio do ano, depois que a colheita anterior foi prejudicada pela seca.

A seca já afetou milhões de hectares de terras agrícolas, principalmente nas províncias de Hunan, Hubei, Jiangxi, Anhui e Jiangsu, além da regiões à margem do curso médio e baixo do rio Yang-tsé.

A área produtora de arroz nessas cinco províncias corresponde a quase metade da área total da China destinada à produção do grão, segundo dados oficiais. Mas a última safra produziu apenas 16 por cento do total de arroz da China, 196 milhões de toneladas, no ano passado.

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