Inundações no Japão deixam 4 pessoas mortas e 23 desaparecidas

Inundações no Japão deixam 4 pessoas mortas e 23 desaparecidas

Catástrofe ocorreu em razão da passagem do tufão Etau, causando fortes chuvas e deslizamentos de terra em várias áreas

O Estado de S. Paulo

11 Setembro 2015 | 10h49

TÓQUIO - As graves inundações registradas desde quinta-feira no leste e no nordeste do Japão deixaram pelo menos quatro mortos e outras 23 pessoas desaparecidas, segundo os últimos dados divulgados nesta sexta-feira, 11, pelas autoridades japonesas.

A catástrofe natural foi causada pela passagem do tufão Etau, que chegou ao arquipélago japonês na quarta-feira e, desde então, vem causando fortes chuvas, inundações e deslizamentos de terra em várias áreas do centro, do leste e do nordeste do país.

As áreas mais atingidas foram as províncias de Ibaraki, no leste, e Miyagi, no nordeste, onde as precipitações atingiram níveis recordes, causando o transbordamento de dois rios e a inundação de grandes áreas habitadas.

Na cidade de Joso (Ibaraki), a ruptura repentina de uma barragem do rio Kinugawa na quinta-feira arrasou uma zona residencial próxima e alagou uma área total de 32 quilômetros quadrados, afetando cerca de 6.500 casas.

"Não houve tempo para escapar. A única coisa que podíamos fazer era subir para o andar de cima. Foi horrível", disse a moradora Hisako Sekimoto, que ficou aguardando a equipe de resgate ao lado do marido.

Ainda há 22 pessoas desaparecidas em Joso e os trabalhos de resgate continuam. Cerca de 2 mil efetivos da polícia, bombeiros e Exército do Japão trabalham no local e contam com a ajuda de 12 helicópteros e 40 embarcações.

Na prefeitura vizinha de Tochigi, uma idosa de 63 anos morreu na quinta-feira após sua casa ser soterrada por um deslizamento de terra. Hoje, um jovem de 20 anos da mesma região, que se encontrava em coma desde ontem após ser sugado por um bueiro, não resistiu e acabou falecendo.

As fortes chuvas em Miyagi causaram hoje o transbordamento do rio Shibui, que inundou uma área residencial na cidade de Osaki e deixou cerca de 80 moradores ilhados em suas casas, segundo a agência local Kyodo.

As autoridades locais também solicitaram a ajuda das tropas japonesas para resgatar os moradores dessa província, onde um homem de 62 anos desapareceu e a mulher de 64 anos morreu depois que seu veículo foi arrastado pela enxurrada.

Entre quinta-feira e hoje, a Agência Meteorológica do Japão (JMA, sigla em inglês) decretou o alerta máximo para as prefeituras de Ibaraki, Tochigi e Miyagi em razão da quantidade excessiva de chuvas, cujo volume ultrapassou, em apenas 48 horas, o dobro da média habitual para todo o mês de setembro.

A ministra de Estado para o Gerenciamento de Desastres, Eriko Yamatani, afirmou hoje que o governo de Tóquio oferecerá "o máximo apoio possível à população afetada" e assinalou que serão utilizados todos os meios necessários para cobrir suas necessidades básicas.

A catástrofe também causou interrupções em linhas ferroviárias locais e em alguns trechos do serviço de trem-bala, além da suspensão das atividades em várias fábricas das regiões atingidas, como é o caso das três unidades da Toyota nas prefeituras de Miyagi e Iwate. /EFE e ASSOCIATED PRESS

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