REUTERS/Guadalupe Pardo
REUTERS/Guadalupe Pardo

Inundações no Peru deixam 111 mil desabrigados e fazem casos de dengue disparar

Governo já contabiliza 84 mortes devido às fortes chuvas; na capital Lima, as aulas foram suspensas e o tratamento de água ficou limitado com as estações entupidas pelos restos de deslizamento

O Estado de S.Paulo

24 de março de 2017 | 00h06

As inundações registradas desde dezembro de 2016 no Peru deixaram, até o momento, 84 mortos e 111.098 pessoas desabrigadas, a maioria delas só neste mês após um súbito aquecimento das águas do Pacífico na costa do país, o fenômeno El Niño, que provocou fortes chuvas. Os números fazem parte do último relatório oficial do governo. 

Em algumas regiões do país, incluindo a capital Lima, onde um terço dos peruanos vivem, as aulas foram suspensas e o tratamento de água ficou limitado com as estações entupidas pelos restos de deslizamento.

A proliferação de doenças em meio às poças de água parada nos bairros inundados é uma das séries de problemas que o Peru enfrenta enquanto espera pelo fim dessa temporada brutal de chuvas. A ministra peruana de Saúde, Patricia García, informou nesta quinta-feira, 23, que já foram registrados 280 casos confirmados de dengue na região de Ica, ao sul do Peru, e outros mil casos prováveis.

Ela participou de uma reunião com responsáveis da Direção Regional de Saúde de Ica para coordenar a dedetização em casas e locais públicos e ensinar a população a prevenir a dengue, chikungunya e zika, causados pelo picada do mosquito Aedes Aegypti. A região do Ica, localizada a 325 km ao sul de Lima, está em pleno deserto e sofre com os problemas do El Niño.

Ainda neste quinta-feira, dois brigadistas morreram e cinco ficaram feridos depois que uma ambulância caiu em um abismo. O veículo participava de trabalhos de atenção aos moradores na região de Cajamarca, na serra norte do Peru.

A maior parte das vítimas peruanas se concentra nas regiões de Tumbes, Piura, Lambayeque, La Libertad e Áncash, todas no norte do país. Na capital Lima, manteve-se o número de 6 mortos, mas os desabrigados aumentaram para 5.896, os afetados para 18.795 e há ainda 7.584 casas danificadas. /EFE e Reuters

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.