Victor J. Blue/The New York Times
Victor J. Blue/The New York Times

Mortes após furacão chegam a 12; autoridades dos EUA temem inundações

Autoridades americanas alertam que chuvas dos próximos dias podem ser ‘catastróficas’ e destruir comunidades inteiras

O Estado de S.Paulo

15 Setembro 2018 | 15h57
Atualizado 15 Setembro 2018 | 21h24

WILMINGTON, EUA -  O furacão Florence chegou aos Estados Unidos na sexta-feira com fortes ventos e já deixou 12 mortos nos Estados das Carolinas do Sul e do Norte. Seis das vítimas morreram neste sábado, 15, quando a tempestade já tinha perdido força. Autoridades locais agora temem inundações nas áreas costeiras e fluviais. 

Fuzileiros Navais, a Guarda Costeira e voluntários civis passaram o sábado buscando pessoas presas pela tempestade na costa da Carolina do Norte. Choveu ao longo do dia enquanto o Florence perdeu força e estacionou sobre o Estado.

No início da noite deste sábado, as enchentes passavam de um metro de altura em vários locais. Com a chuva,  o nível da água deve aumentar. “Não estou exagerando. O nível das águas está subindo e vocês não podem colocar suas vidas em risco”, disse o governador da Carolina do Norte, Roy Cooper.

Mais de 1 milhão de pessoas ficaram sem energia elétrica e centenas de pessoas estavam ilhadas. Ainda de acordo com Cooper, as chuvas trazidas pela tempestade  ocorrem “uma vez a cada mil anos” com essa intensidade. Ele espera que a água dos rios da região subam ao longo da semana, trazendo mais inundações.

Na confluência dos rios Neuse e Trent, com um aumento do nível superior a três metros, a cidade turística de New Bern, de cerca de 30 mil habitantes, sofreu inundações repentinas que deixaram centenas de pessoas ilhadas.

“Em poucos segundos a água chegou na cintura, agora está na altura do ombro”, contou à CNN Peggy Perry, que teve de se abrigar com três parentes na parte mais alta de sua casa em Wilmington.

Segundo previsões meteorológicas, o Florence deve derramar 68 bilhões de litros de chuva em uma semana nos Estados de Carolina do Norte, Carolina do Sul, Virgínia, Geórgia, Tennessee, Kentucky e Maryland.

Os cinco Estados costeiros, assim como a capital federal, Washington DC, foram declarados em estado de emergência. “Infelizmente, o Florence está fazendo exatamente o que foi previsto”, declarou Brock Long, diretor da Fema, a agência para desastres naturais do governo americano. “Em virtude da expansão do campo de vento e da desaceleração na velocidade, estamos vendo muitas inundações.”

Especialistas afirmaram ao jornal Washington Post que a preocupação com as inundações vai desde o risco de morte até de perdas materiais, já que “geralmente não são os ventos, mas as inundações que causam os maiores estragos”.

Mais de 100 quilômetros ao sul de Wilmington, o famoso balneário de Myrtle Beach, na Carolina do Sul era uma cidade fantasma quando Florence mostrou a sua força com uma cortina de chuva sobre o oceano.

O presidente americano, Donald Trump, visitará as áreas atingidas nesta semana, quando for determinado que a sua viagem não interromperá os trabalhos de resgate, anunciou a Casa Branca. Ontem, por meio de sua conta no Twitter, Trump prestou condolências às famílias das vítimas. / AFP e W. POST

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