Invalidado julgamento de acusado de terrorismo nos EUA

O julgamento por terrorismo de um imigrante paquistanês acusado de mentir para proteger o filho foi anulado nesta terça-feira por erros de procedimento. O anúncio foi feito um dia depois de o júri ter comunicado ao juiz federal americano Garland Burrell Junior que não poderia chegar a uma decisão unânime. O sorveteiro de 48 anos Umer Hayat foi acusado de mentir a agentes do FBI sobre uma suposta passagem de seu filho por um campo de treinamento da Al-Qaeda durante visita ao Paquistão em 2003. Se condenado, a sentença máxima pelos crimes pelos quais era acusado era de 16 anos de reclusão. "O júri declarou que houve uma paralisação total do caso na manhã de hoje", disse Carol David, subsecretária do tribunal federal de Sacramento, Califórnia. "Burrell entrevistou cada um dos membros do júri e os liberou de suas tarefas", prosseguiu. Hamid Hayat, seu filho de 23 anos, é julgado diante de um júri diferente que continuava deliberando nesta terça-feira. O pai e o filho têm cidadania americana. Segundo o advogado de defesa de Hamid, a promotoria não conseguiu provar durante o julgamento, iniciado há cerca de dois meses, que o rapaz freqüentou algum campo de treinamento da Al-Qaeda. De acordo com a promotoria, Hamid retornou aos Estados Unidos em meados do ano passado e estava à espera de ordens para executar atentados dentro do país. Entretanto, não foram apresentadas evidências que corroborassem as suspeitas.

Agencia Estado,

25 Abril 2006 | 19h43

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