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Invasão do Líbano foi planejada antes de seqüestro, diz jornal

O governo de Israel tinha decidido com meses de adiantamento lançar uma operação militar no Líbano, para o caso de a guerrilha do Hezbollah voltar a capturar algum soldado nafronteira, o que acabou acontecendo em julho de 2006, informa nesta quinta-feira, 8, o jornal israelense Ha´aretz.O jornal cita um depoimento prestado em 1 de fevereiro peloprimeiro-ministro, Ehud Olmert, à Comissão Winograd, que investiga o conflito e cujas conclusões ainda não foram divulgadas.Segundo o jornal, Olmert disse à Comissão que em março de 2006 já tinha decidido lançar uma operação militar em grande escala no Líbano, se houvesse "um novo seqüestro".Em 12 de julho, num ataque na fronteira, o Hezbollah matou três militares israelenses e capturou, supostamente vivos, outros dois, dando início a um sangrento conflito de 34 dias. Israel não conseguiu libertar seus militares nem derrotar a milícia xiita.A Comissão investiga o comportamento do governo e do Exército no período de 2000 a 2006, a fim de avaliar se as forças israelenses tinham sido preparadas corretamente.Na semana passada, os membros da comissão elaboraram um documento com suas conclusões preliminares, que entregaram ao Parlamento e aos advogados de políticos e comandantes que poderiam ser afetados. Um deles é o primeiro-ministro, que foi o último a depor.Segundo o Ha´aretz, os membros da comissão interrogaram o primeiro-ministro sobre três assuntos principais: a escolha de um ministro da Defesa sem experiência, Amir Peretz; a decisão de iniciar um conflito após a captura dos dois militares pelo Hezsbollah;e a decisão de lançar uma grande operação terrestre apenas 48 horas antes da entrada em vigor do cessar-fogo da ONU.A última ofensiva foi responsável por um terço das cerca de 100 mortes de soldados em toda a disputa.Segundo o depoimento, Olmert começou a estudar as conseqüências da crescente instabilidade na fronteira com o Líbano em 8 de janeiro de 2006, apenas quatro dias após assumir o cargo.Aparentemente para dissipar possíveis críticas à falta depreparação do Exército e a uma decisão precipitada, Olmert disse à Comissão que voltou a estudar o assunto com altos comandantes em março, abril e maio. Ele teria aceitado a postura do então chefe do Estado-Maior, Dan Halutz, de que Israel perderia sua capacidade de dissuasão se não respondesse à captura de soldados.A avaliação se baseava no incidente de outubro de 2000 em que o Hisbolá capturou três militares israelenses, e em várias tentativas posteriores da guerrilha, a última em novembro de 2005.Olmert sustentou que perguntou aos altos comandantes se existiam planos de contingência para uma operação em grande escala, e eles responderam que sim, sempre segundo a versão do jornal.As conclusões da Comissão Winograd serão apresentadas ao público num prazo de um mês.

Agencia Estado,

08 de março de 2007 | 04h51

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