Invasão parou parte da rede do Pentágono por sete dias

EUA são particularmente vulneráveis; Departamento de Defesa opera 3,5 milhões de computadores em 65 países

Ed Pilkingto e Bobbie Johnson, The Guardian, O Estadao de S.Paulo

07 de setembro de 2006 | 00h00

Nova York - Quando o presidente da única superpotência do mundo, o americano George W. Bush, e o presidente do país que tenta ocupar seu lugar, o chinês Hu Jintao, se reunirem hoje em Sydney, é provável que tratem da espinhosa questão da guerra cibernética, após a revelação de que o Pentágono foi invadido no início do ano por hackers que trabalham para o Exército chinês. O Pentágono resistiu à violenta investida do ELP durante vários meses, mas acabou sendo invadido, o que provocou a paralisação de parte de sua rede por sete dias. Um porta-voz americano disse que as informações roubadas não eram confidenciais. O governo chinês nega as acusações. Acredita-se que os hackers sejam da Província de Guangdong (Cantão), de onde também teriam partido os ataques de maio a redes do governo alemão. A ameaça de ataques de hackers patrocinados pelo Estado vem preocupando as autoridades de segurança de todo o mundo. Acredita-se que pelo menos 120 países estejam em busca da capacidade de travar uma guerra cibernética. No caso da China, ter uma Força Armada informatizada é um dos três pilares de sua estratégia militar. O país estabeleceu o objetivo de construir um Exército cibernético que possa ganhar essa guerra em 2050. Os EUA são particularmente vulneráveis, por causa do interesse que suas atividades despertam e do tamanho dos seus sistemas. O Pentágono opera 3,5 milhões de computadores em 65 países. Não se sabe como os hackers o invadiram. Pode ser que tenham invadido um computador inseguro usado para tarefas administrativas e, depois, aproveitado suas deficiências para passar para computadores da cadeia de comando.

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