Invasor da Casa Branca comparece em audiência de acusação

Omar Gonzalez estava com uma faca quando entrou na Casa Branca e tinha 800 cartuchos de munição no carro

O Estado de S. Paulo

22 de setembro de 2014 | 17h14

WASHINTON - O homem que pulou as grades e entrou na Casa Branca em uma enorme falha de segurança compareceu em um tribunal nesta segunda-feira, 22, para uma audiência de acusação. Omar Gonzalez, de 42 anos, escalou a barreira na noite de sexta-feira levando uma faca. No carro dele estavam 800 cartuchos de munição.

Durante a audiência, o juiz concordou com o pedido dos promotores de deixar Gonzalez preso por 10 dias. O homem havia sido preso duas vezes nos últimos meses por carregar armas e ter a ideia fixa de prejudicar o presidente Barack Obama, afirmou um promotor.

Gonzalez enfrenta acusações de entrar ilegalmente em um prédio ou terreno restrito portando "arma letal ou perigosa" e, se condenado, pode ficar até 10 anos preso.

Embora Obama, e sua família não estivessem na Casa Branco no momento, o incidente abalou a confiança nas habilidades do Serviço Secreto em proteger o mandatário. A agência, já abalada por uma série de outros lapsos recentes de segurança, está considerando maneiras de expandir a zona de segurança ao redor da Casa Branca para evitar que turistas e o público em geral cheguem muito perto, informou a imprensa local.

Uma das medidas possíveis inclui o bloqueio de calçadas ao redor do local ou revistar turistas antes de permitir a passagem deles pelos caminhos adjacentes ao edifício. Além disso, os visitantes do complexo, que são revistados nas entradas, poderiam ser revistados alguns quarteirões antes, segundo afirmaram os jornais New York Times e Washington Post

Na noite da sexta, pouco depois de Obama e suas filhas terem partido para a residência de Camp David, Gonzalez escalou a cerca da Casa Branca, conseguiu passar pelo gramado e entrou na residência pelas portas ao norte. 

Depois de ter sido detido, Gonzalez, um sargento aposentado do Exército que serviu no Iraque, disse a um agente do Serviço Secreto que "estava preocupado que a atmosfera estava entrando em colapso e precisava dar a informação ao presidente dos EUA para que ele pudesse dizer ao povo", informou uma declaração emitida pelos promotores.   

Embora episódios de pessoas pulando a cerca da Casa Branca sejam razoavelmente normais, o incidente de sexta foi particularmente preocupante pois o intruso conseguiu de fato entrar no edifício. Críticos disseram estar chocados com a falha de segurança, dizendo que ela pode dar confiança a agressores ainda mais agressivos.

No mês passado, uma criança conseguiu passar pelas grades da Casa Branca. O Serviço Secreto também foi criticado após um escândalo de prostituição de 2012 e uma falha de 2009 envolvendo um casal não convidado a um jantar de Estado da Casa Branca, embora um relatório do Departamento de Segurança Nacional não tenha responsabilizado o Serviço Secreto por conduta inadequada. / NYT e REUTERS

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