AFP PHOTO / Scanpix Denmark / Bax Lindhardt
AFP PHOTO / Scanpix Denmark / Bax Lindhardt

Inventor dinamarquês nega assassinato e mutilação de jornalista

Em novo interrogatório, Peter Madsen manteve versão de que Kim Wall morreu acidentalmente a bordo do submarino UC3 Nautilus e diz que apenas jogou o corpo dela na baía de Koge

O Estado de S.Paulo

25 Agosto 2017 | 11h34

COPENHAGUE - O inventor dinamarquês Peter Madsen, acusado de ter provocado a morte da jornalista sueca Kim Wall, negou o assassinato e a mutilação do corpo, depois que as autoridades encontraram o tronco decapitado e amputado da vítima, informou a polícia da Dinamarca.

"O suspeito nega o homicídio e ter atentado contra a integridade do cadáver", anunciou a polícia de Copenhague em um comunicado, após um novo interrogatório de Madsen, de 46 anos. 

Kim Wall, uma jornalista freelancer sueca de 30 anos, desapareceu em 10 de agosto no estreito de Öresund, entre Dinamarca e Suécia, quando preparava uma reportagem sobre o submarino privado UC3 Nautilus e Madsen, que o construiu. 

O dinamarquês foi auxiliado em 11 de agosto por um navegador amador antes do naufrágio de seu submarino, que a polícia suspeita que pode ter sido sabotado pelo próprio Madsen.

Após uma intensa operação de busca no mar, o tronco mutilado de Kim Wall, cujos membros e cabeça foram seccionados deliberadamente, foi encontrado na segunda-feira na baía de Koge, perto da capital dinamarquesa, por um ciclista.

O inventor afirma que Kim Wall, de 30 anos, morreu acidentalmente e ele jogou o corpo na baía de Koge. / AFP

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